Água de Alqueva pode vir a ser racionada. Agricultores concordam
Publicado | 2020-08-07 03:48:38
 
Desde Fevereiro de 2004 que Alqueva não apresentava uma cota tão baixa no seu nível de armazenamento: 144,51 metros acima do nível do mar.
 

O boletim de armazenamento das albufeiras, publicado pelo Serviço Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), refere que no final de Julho o volume de água em Alqueva atingia os 2646 hectómetros cúbicos, correspondentes a 63,8% do seu nível de pleno armazenamento.

A seca, que se mantém na região, está a preocupar a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas de Alqueva, (EDIA), que prepara restrições no acesso à água da barragem para as culturas mais gastadoras e menos eficientes.

Estão a ser contactados, um a um, os agricultores que utilizam a água, e prepara-los para medidas mais gravosas.

O presidente da Associação de Proprietários e Beneficiários de Alqueva, (APBA), João Cavaco Rodrigues, referiu à Planície que “efectivamente a água, cada vez mais, é um bem precioso e tem que ser gerida da melhor maneira possível”. Adiantando que “Felizmente que o projecto de Alqueva é hoje uma realidade e está a regar cerca de 100 mil hectares. Por isso, a necessidade de água é significativa. Ela existe em Alqueva, que foi feita já a pensar neste clima adverso, com longos períodos sem água. Estas alterações climáticas, que vão sendo cada vez mais difíceis de ultrapassar, obriga-nos a que a água deva ser gerida o melhor possível”.

Nesta altura tem 1650 milhões de metros cúbicos, disponíveis, um valor que chega agora para a procura, mas que, com este ritmo de aumento da área regada e dos consumos pode por em causa a oferta.

Nos últimos seis anos a albufeira nunca atingiu o seu pleno de armazenamento.

 



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