“Alentejo foi a região com menor incidência no banco alimentar” Isabel Jonet
Publicado | 2020-08-03 05:06:30
 
O padrão social de quem beneficia de apoio do Banco Alimentar Contra a Fome mudou, com a crise provocada pela pandemia de covid-19.
 

Desde Março que o número de pedidos no Banco Alimentar aumentou, sobretudo de pessoas da chamada classe média.

A presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, em entrevista à Planície referiu que “o Covid trouxe implicações tremendas para muitas famílias, porque deixaram de ter os rendimentos que tinham. Há famílias que habitualmente não se encontravam em situação de pobreza e de repente ficaram numa situação difícil."

Em relação ao Alentejo Isabel Jonet salienta que “também se fez sentir esta realidade, embora com menor incidência, porque apesar de tudo no Alentejo o emprego não é tão sazonal e as estruturas aguentaram. Foi mais difícil em Lisboa, Setúbal, Porto e Algarve, zonas que dependem sobretudo do turismo.”

Sobre os pedidos direccionados ao Banco Alimentar contra a fome, a presidente sublinhou que “houve um grande aumento de pedidos, nós lançamos a Rede de Emergência Alimentar e só em dois meses tivemos mais 60 de mil pessoas a pedir ajuda. Temos procurado dar mais resposta e angariar mais produtos para que se possa chegar à mesa de quem tem fome, mas não é fácil, é uma situação muito difícil.”

Segundo Isabel Jonet a classe média foi a mais prejudicada pela crise causada pela pandemia de covid-19.

 



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