Pescadores de lagostins do Baixo-Alentejo em manifestação
Publicado | 2020-07-29 01:13:36
 
Associação “Importante Oásis”, com sede em Moura, que agrega os pescadores e mariscadores profissionais de água interiores do Baixo Alentejo, vão realizar no próximo dia 3 de Agosto, uma manifestação em Évora. Em causa está a captura de lagostim vermelho, uma espécie exótica invasora.
 

João Cortez, representante da Associação Importante Oásis, em entrevista à Planície, referiu ser uma situação sem qualquer sentido. “O que está aqui em causa, é uma alteração da Lei, que passa a limitar a pesca do lagostim em algumas zonas. Nós estamos extremamente descontentes com esta situação. Alguns proprietários de albufeiras pedem-nos, por tudo, para irmos tirar aqueles lagostins, porque são uma praga, que entopem completamente as bombas de água e furam os paredões. Mas não podemos ir, porque arriscamos a ser multados. Não conseguimos entender”.

João Cortez explica que “estamos a limpar uma praga do nosso país, estamos a vendê-la para Espanha que por sua vez a exporta para a Suécia e Estados Unidos. Estamos completamente legais, temos as nossas licenças e os nossos barcos, criámos uma Associação, juntamente com a EDIA, para estar tudo legal e agora não podemos pescar onde há lagostins”. E acrescenta “antes da criação da Associação, vinha gente de todo o lado e todos pescavam sem qualquer fiscalização. Agora é tudo fiscalizado e controlado. Todos os pescadores têm um número de identificação, são delineadas regras e é tudo facturado. Ou seja, agora que criamos as condições é que surge esta alteração. O Estado só tem a ganhar em manter as coisas como estavam, porque estamos a retirar uma praga do nosso País, que vendemos e ainda declaramos a facturação. De um momento para o outro mudam tudo e ficaram várias famílias à mercê desta Lei e sem rendimentos. Os que arriscam são multados, e já todos os pescadores o foram, com multas que vão dos 5 mil aos 50 mil euros e ficam sem os barcos e as armadilhas. É uma Lei que não faz qualquer sentido”.

Como exemplo desta alteração a EDIA tem neste momento vedada à pesca desta “praga” cerca de 70 albufeiras e massas de água que gere.

O exercício de pesca profissional fora dos locais delimitados para a prática desta actividade é punido com Coima. Por mais estranho que pareça a maioria das albufeiras onde é permitido pescar, não têm lagostins. Por outro lado, esta é uma pesca sazonal, cuja época está a terminar.

Assim os pescadores no próximo dia 3 de Agosto entre as 8h30 e as 9h30, vão circular, de carro, com os barcos atrelados, em Évora, entre a Rotunda da Porta de Aviz e a Rotunda da Porta do Raimundo, manifestando o seu protesto.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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