“O amianto não está só nas coberturas das escolas” Professores da Zona Sul
Publicado | 2020-07-03 04:44:07
 
O Sindicato dos Professores da Zona Sul, (SPZS), valoriza o que está a ser efectuado pelo Governo em relação à retirada do amianto das escolas, mas entende que “o despacho agora publicado é curto na identificação das áreas que foram consideradas para a elaboração da lista de escolas que anexa.
 

Afirma-se no preâmbulo do despacho que a lista de equipamentos a intervencionar resulta de um exercício de diagnóstico e identificação das escolas públicas onde ainda se verifica a presença de coberturas constituídas por placas de fibrocimento com amianto na sua composição. Ou seja, uma vez mais, a identificação resultou da existência de coberturas, nada constando em relação ao restante amianto que se encontra no interior das escolas e que, com a mesma ou, até, maior facilidade pode contaminar o ar interior.”

O presidente do Sindicato, Manuel Nobre em declarações à planície referiu que “esta questão do amianto nos espaços públicos e nas escolas, é uma questão que já vem de há mais de 10 anos. Durante todo esse tempo, os sindicatos vêm insistindo com o Governo para que assuma as suas responsabilidades.”

E acrescenta, “sabendo nós, que no caso das escolas e não só, há outros edifícios públicos e privados que contém amianto, porque na altura era um material muito utilizado, mas agora há estudos que indicam ser prejudicial para a saúde, considerando-se mesmo uma substância cancerígena. Outros países da União Europeia e do mundo tem apostado num processo de remoção do amianto, mas em Portugal o processo continua a arrastar-se sem grandes desenvolvimentos, apesar de não faltar legislação.”

O sindicalista adiantou ainda estranhar o facto “de estarem de fora desta lista as escolas secundárias de Castro Verde e de Serpa.”

As escolas profissionais, como é o caso da de Moura, também ficaram de fora deste processo.

A nível do Distrito de Beja só foram contempladas, as escolas: secundária de Aljustrel, a básica e secundária de Almodôvar, a Mário Beirão e Santiago Maior de Beja, a básica e secundária de Ferreira do Alentejo, a básica e secundária de Mértola, a básica de Odemira e as duas escolas básicas de Serpa.

 



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