“Temos um concelho sem visão, sem ambição e em Câmara Lenta” - CDU de Moura
Publicado | 2020-06-23 10:27:49
 
Os vereadores eleitos pela CDU à autarquia de Moura, em nota de imprensa, expressam a sua opinião em relação ao Relatório de Gestão e documentos de Prestação de contas do ano de 2019, da Câmara Municipal de Moura.
 

O Vereador da CDU, André Linha Roxas em declarações à Planície referiu que “dentro de uma perspectiva de oposição constante e responsável, a CDU, procura intervir sempre, apresentando propostas, que considera importantes para o concelho. Nós temos colocado questões como: a  rejeição do processo de transferência de competências para 2019, no modo em que foi colocado pelo Governo ao Município de Moura; O princípio da manutenção do sector da água em baixa na esfera do Município, rejeitando qualquer hipótese ou cenário de agregação ou privatização, a exemplo disso são as preocupações com os cortes constantes de água quer existem no concelho; A reposição dos Acordos de Cooperação com as Juntas de Freguesia do Concelho de Moura nos valores praticados em 2017; A contemplação em GOP da intervenção da ligação entre a rua das hortas e a rua do areeiro no Bairro do Sete e Meio em Moura”

André Linhas Roxas acrescenta que “Estas questões desde 2017, não têm constado na proposta de Grandes Opções do Plano e Orçamento.  Agora que estamos em Junho de 2020, torna-se claro e evidente que, mais uma vez perdemos mais um ano e estamos numa situação muito complicada”.

O comunista sublinha que “é importante dar conta que por opção do PS no Governo e também no Município, temos um orçamento na Câmara, com menos 1 milhão e 300 mil euros de participação nos impostos e que sobretudo esta inércia do Executivo do PS, conduziu a um ano a menos do concelho.” E adianta “nós temos avisado. Este Executivo nada tem acrescentado a nível estratégico. Continuamos a ter um concelho sem visão, sem ambição e em câmara lenta.”

A nota de imprensa enviada critica a gestão PS no município de Moura, salientando que “no passado, este PS que no anterior mandato defendia uma redução de 10% nas despesas correntes, apresenta agora, tal como já se tinha verificado em 2018 um peso de 80% no total das despesas, registando-se um aumento de mais de 5% relativamente ao ano anterior e de 12,96% relativamente a 2017 (da responsabilidade da CDU). É caso para dizer “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”. Até a nível do Resultado Líquido cujo valor o PS estava sempre a criticar, regista em 2019 o maior prejuízo dos últimos anos (5,5 milhões de euros).” Referem os comunistas.

Na área social as críticas continuam salientando que “os incentivos à natalidade e a redução na participação variável no IRS que beneficia as pessoas com mais rendimentos”.

Falando ainda de “Ausência de medidas consistentes na área da eficiência energética e da eficiência hídrica e de iniciativas concretas a nível do abastecimento de água e águas residuais.”

Por fim a nota de imprensa dos vereadores da CDU diz que o positivo deste mandato “resulta da continuidade de iniciativas e projectos que têm a marca da CDU” e destacam um rumo alternativo para o concelho com as seguintes prioridades: “O desenvolvimento social em torno da intervenção na área social, da valorização da educação e da promoção da cultura nas suas diversas vertentes; A gestão do sector das águas, saneamento e resíduos como condição para prestar melhor serviço às populações; A reabilitação das infraestruturas existentes, com destaque para os equipamentos e para as vias municipais; A actuação sobre a diversificação e consolidação da base económica como condição para geração de emprego com direitos”.
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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