Seca e desertificação em Portugal. Região Sul a mais afectada
Publicado | 2020-06-21 19:20:18
 
As causas da desertificação em Portugal estão por um lado relacionadas com factores climáticos e por outro lado com as actividades humanas, nomeadamente a sobre exploração da água e dos solos na agricultura, o abate descontrolado de árvores, o uso excessivo de produtos agroquímicos e políticas e ordenamento do território deficientes.
 

Também a ocorrência frequente nos meses de verão de incêndios de grande dimensão, em Portugal tem contribuído para a degradação do solo.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, (IPMA), “em termos climáticos tem-se verificado em Portugal continental decréscimo dos valores anuais, cerca de -20 mm/década, tendo os últimos 20 anos sido particularmente pouco chuvosos em Portugal Continental.

De referir que 6 dos 10 anos mais secos ocorreram depois de 2000, incluindo o ano de 2005, o mais seco desde 1931, e o ano de 2007 o 2º mais seco. A redução nos valores de precipitação verificou-se em todas as estações do ano, com excepção do outono. Esta redução foi significativa na primavera. Por outro lado, é importante realçar que o contributo dos dias de precipitação intensa para o total de precipitação tem vindo a aumentar, sobretudo no outono e na região Sul. A intensidade e frequência de eventos de precipitação extrema tem vindo a aumentar.”
A maior frequência de situações de seca meteorológica que se verifica em Portugal Continental nas últimas décadas é indicativo de um aumento do risco e da vulnerabilidade a este fenómeno, o que poderá obviamente trazer um aumento dos impactos, nomeadamente, ao nível dos sectores agrícola e hidrológico e necessariamente social.
Verifica-se que nos anos mais recentes tem havido uma maior frequência destes episódios e alguns deles têm-se prolongado por mais de um período húmido (Outono e Inverno) e seco (Primavera e Verão) e também têm abrangido uma maior percentagem do território.

O IPMA aponta como cenários futuros “a redução nos valores de precipitação verificou-se em todas as estações do ano, com excepção do outono. Por outro lado, é importante realçar que o contributo dos dias de precipitação intensa para o total de precipitação tem vindo a aumentar, sobretudo no outono e na região Sul. A intensidade e frequência de eventos de precipitação extrema têm vindo a aumentar.

 



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