Produtores de azeite desmitificam cultura intensiva do olival na AR
Publicado | 2020-06-04 03:35:03
 
A Associação de Olivicultores do Sul – Olivum – foi ouvida na passada terça-feira, pela Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, na Assembleia da República, sobre o estado do sector da produção de azeite em Portugal.
 

Com o objectivo de enriquecer o debate público com dados e factos científicos, os produtores pretenderam esclarecer os grupos parlamentares sobre a realidade da cultura.

O Director Executivo da Associação, Gonçalo Almeida Simões, no balanço que fez à Planície, salientou que “fomos defender aquilo que é o sector da OLIVUM, que é a produção de azeitona. Foi tentar elucidar os senhores deputados, já que há Projectos Lei em cima da mesa, por parte do PAN, BE e Verdes, sobre o que são as dimensões da produção de azeite, no olival moderno e sobretudo na Região do Alentejo.”

Com um conjunto de iniciativas legislativas em curso, que segundo a Olivum “carecem de contextualização científica”, a Associação pretende dar o seu contributo através da apresentação do estudo “Alentejo: a liderar a Olivicultura Moderna Internacional”, elaborado em Novembro de 2019. Entre os factos apresentados, “o estudo revela a evolução positiva do sector nos últimos 20 anos, com a modernização do olival e um aumento da produção de azeite por hectare, com recurso a uma agricultura sustentável e de precisão.”

Segundo Gonçalo Almeida Simões, “a maior densidade de árvores assegura maior sequestro de CO2, uma menor utilização da terra e um menor consumo de água para produzir a mesma quantidade de azeite, sendo por isso mais sustentável”.

O olival moderno é responsável por 82% do total da área desta cultura em Portugal, detentor de 85% do total da produção de azeite no País. O sector do azeite contribui com 144.405 milhões de euros para o saldo da balança do complexo agroalimentar nacional e é ainda responsável por empregar 32 mil pessoas a tempo inteiro.

O Alentejo é a região do País com maior produção de azeitona e, nos últimos 18 anos, conseguiu – através da modernização – aumentar a sua produtividade em mais de seis vezes, para uma média regional de dez toneladas de azeitona por hectare.

O Director Executivo da Olivum referiu ainda que “porque estamos nesta fase de crise pandémica e de recessão económica, reforçamos também o facto que, ao contrário de outros sectores, o olival até ao momento não recorreu ao Lay Off, não recorreu a despedimentos e pode mesmo vir, eventualmente a contactar desempregados de outros sectores na época da colheita.”

Nesta audição, a Olivum apresentou argumentos “científicos e números fundamentados sobre o desempenho económico do sector e a sustentabilidade ambiental,” tendo tido ampla aceitação pela maioria dos grupos parlamentares com assento na Comissão de Agricultura e Mar. A discussão segue agora para plenário.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
28 25
15 14
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda