Covid-19 - Crédito Agrícola aprovou moratórias de crédito superiores a 2.000 milhões de euros
Publicado | 2020-05-20 10:37:02
 
O Crédito Agrícola já aprovou moratórias de crédito como forma de apoio à economia, no contexto da pandemia de covid-19, de 2.088 milhões de euros, dos quais 1.981 correspondentes ao mecanismo público, divulgou hoje o grupo.
 

"No âmbito da atual pandemia covid-19, e com referência a 14 de maio de 2020, o Crédito Agrícola dá nota que aprovou moratórias num valor total de 2.088 milhões de euros, dos quais 1.981 milhões de euros respeitam à moratória legal (DL 10/J-2020)", pode ler-se num comunicado do grupo dirigido por Licínio Pina, que apresentou hoje os resultados trimestrais (lucro de 33,8 milhões de euros).

A tabela associada ao comunicado detalha ainda que as "imparidades e provisões do exercício" foram contabilizadas em 27,5 milhões de euros, um aumento de 26,6 milhões de euros face ao milhão contabilizado em março de 2019, e fonte oficial do Crédito Agrícola confirmou à Lusa que o valor foi constituído em resposta à pandemia de covid-19.

No mesmo comunicado, o Crédito Agrícola informa que mantém atualmente 602 agências em atividade em todo o território nacional, estando "permanentemente a reavaliar a abertura das restantes 40 agências (6%), cuja zona de influência se encontra coberta por serviços bancários alternativos".

De acordo com informação do grupo, a avaliação feita sobre a reabertura de agências está em conformidade com o "plano de contingência orientado para a prevenção e mitigação dos riscos associados à propagação do novo vírus covid-19, em complementaridade aos seus Planos de Continuidade do Negócio (PCN)".

Os lucros do Crédito Agrícola caíram 22,3%, para 33,8 milhões de euros no primeiro trimestre de 2020 relativamente ao trimestre homólogo de 2019, em que lucrou 43,5 milhões de euros, foi hoje divulgado.

"O Grupo Crédito Agrícola apresentou um resultado líquido consolidado de 33,8 milhões de euros no exercício do primeiro trimestre do ano, valor que representa menos 22,3% face ao mesmo período em 2019, e para o qual o negócio bancário contribuiu com 29,3 milhões de euros, ou seja -20,0% face ao período homólogo", pode ler-se num comunicado enviado às redações.

O comunicado do grupo assinala que, "no negócio bancário, a carteira de crédito bruto a clientes do Grupo Crédito Agrícola ascendia a 10,6 mil milhões de euros, um aumento de 6% nos últimos 12 meses".

Lusa

 



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