Incêndios - Dispositivo reforçado para este ano
Publicado | 2020-04-28 19:26:01
 
Os meios disponíveis para a época de incêndios, que começa em 15 de Maio, são este ano reforçados em 3%, em relação a 2019, nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais e um dispositivo aéreo para quatro anos.
 

Os meios disponíveis para a época de incêndios, que começa em 15 de maio, são este ano reforçados em 3%, em relação a 2019, nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais e um dispositivo aéreo para quatro anos.

Os meios representam um reforço de 18% relativamente a 2017, disse hoje o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

O dispositivo para este ano foi hoje aprovado, cabendo a Eduardo Cabrita, explicar o reforço, salientando que há 155 novos guardas florestais, quando não havia recrutamento de guardas florestais desde 2004, e que há neste verão um "reforço significativo do dispositivo de sapadores florestais", e um reforço de meios aéreos, "contratado para quatro anos".

A diretiva operacional nacional que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano foi aprovada numa reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, realizada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

A diretiva hoje aprovada, disse o ministro, vem no seguimento do trabalho dos últimos dois anos, que permitiu "uma redução de cerca de 45% do número de incêndios rurais" relativamente à média dos últimos 10 anos, e uma redução de cerca de 70% da área ardida, relativamente à mesma média.

No final da reunião o ministro salientou que o verão não pode ser adiado devido à covid-19 e que por isso o Governo procurou ter um melhor sistema no combate aos incêndios rurais, cuja operacionalização foi apresentada depois pelo presidente da ANEPC, José Manuel Duarte da Duarte Costa.

O responsável explicou que na fase mais critica de incêndios, de 01 de julho a 30 de setembro, vão estar empenhados 11.825 elementos, que passam para 9.804 na primeira quinzena de outubro. Na segunda quinzena de maio os operacionais são 8.402, passando a 9.492 em todo o mês de junho.

Face a 2019 este ano há mais 265 sapadores florestais, num total de 1875, e mais guardas florestais, além da Brigada de Proteção Ambiental da PSP, com 338 polícias, ou das 95 equipas que vão esta nas matas nacionais e áreas protegidas. Da rede nacional de postos e vigia fazem parte 230 torres e 920 vigias.

Duarte Costa disse que devido ao novo coronavírus, que provoca a covid-19, há dois corpos de bombeiros afetados mais seriamente, há 98 corpos com "alguns elementos em isolamento" e há 334 corpos de bombeiros a 100%.

A diretiva hoje aprovada, explicou, baseia-se na prevenção de comportamentos de risco, na rapidez em detetar os incêndios e também no seu ataque rápido. Nos últimos dois anos 94% dos incêndios foram vencidos no ataque inicial, salientou.

O responsável destacou também que 10 pelotões das Forças Armadas vão estar no dispositivo, quer para ações de rescaldo quer para ações de vigilância e dissuasão.

Além de maior flexibilidade na gestão do dispositivo, salientou Duarte Costa, de 01 de junho a 15 de outubro estão disponíveis 60 meios aéreos, incluindo mais meios médios e pesados. Do total de meios 16 são aviões anfíbios. O dispositivo, disse, permite cobrir todo o país.

Os números para este ano já tinham sido avançados na Assembleia da República pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar.

 Lusa

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
27 31
16 14
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda