CDU de Moura fala em “falta de apoio aos trabalhadores da autarquia” Álvaro Azedo diz que o PCP “alimentou-se” da precaridade enquanto executivo
Publicado | 2020-03-06 04:32:17
 
A CDU apresentou na sessão da Assembleia Municipal de Moura do passado dia 28 de Fevereiro, uma moção que repudiava opiniões expressas nas redes sociais no passado dia 28 de Janeiro por eleitos do PS no concelho de Moura, relativamente à participação dos trabalhadores do município na manifestação de 31 de Janeiro, tendo voto contra do PS à Moção e do Presidente da Junta de Freguesia de Amareleja e a abstenção dos eleitos do PSD.
 
Em comunicado “a CDU de Moura diz que pretendeu que os eleitos da Assembleia Municipal esclarecessem qual a posição a tomar, tendo em conta os acontecimentos recentes de ataque e perversão dos direitos dos trabalhadores municipais, por parte do executivo PS na Câmara de Moura.”
João Ramos, eleito da CDU na Assembleia Municipal de Moura, referiu à Planície que “a apresentação da Moção aconteceu porque no contexto da tentativa de condicionar os trabalhadores a participarem naquela manifestação do dia 31 de Janeiro, houve eleitos do PS, pessoas com responsabilidades políticas e públicas, nomeadamente um vereador e um eleito de freguesia, que expressaram opiniões ofensivas para com os trabalhadores da Câmara.”
João Ramos dá um exemplo, “uma das coisas que era dita é que - se os funcionários da Câmara fazem greve 11 meses por ano, ainda queriam mais -. São coisas deste tipo que são ditas relativamente aos trabalhadores. Os eleitos da CDU, entenderam que este Orgão, que é a Assembleia Municipal, se devia distanciar destas declarações e por isso apresentou esta moção de apoio, que só teve os votos a favor da CDU.”
Por seu lado o presidente da autarquia mourense, Álvaro Azedo, refere que o Partido Comunista devia defender todos os trabalhadores e não só alguns. 
Para o edil mourense “o PCP não pode professar que está em defesa dos funcionários, quando a sua visão só defende determinado tipo de trabalhadores. A posição desta Câmara é a defesa intransigente dos direitos e deveres de todos os trabalhadores do município. Esta Câmara já se expressou muito sobre o que se passou quando da última greve e a população já percebeu o que está em causa.”
Álvaro Azedo deixa uma questão, “o Partido Comunista fala tanto na defesa dos trabalhadores, e eu deixo uma pergunta no ar. O que é que o PCP, enquanto esteve na Câmara fez, por exemplo, pelos trabalhadores da Escola Profissional de Moura? 
Durante mais de 10 anos foram assinando contractos com termo, uns atrás dos outros, em que o PCP mais não fez que alimentar-se da precaridade em que estes trabalhadores têm vivido.” E adianta que “foi esta Câmara do Partido Socialista, que executou o processo de regularização dos vínculos precários dos trabalhadores agregando ao seu serviço, 19 pessoas que se revestem de mais valia para estes serviços.
É este executivo, da Câmara Municipal de Moura, que no final deste ano lectivo, vai terminar com a precaridade dos trabalhadores da Escola Profissional de Moura, resolvendo de vez um problema do qual o Partido Comunista se alimentou durante os últimos anos, não resolvendo as questões laborais das pessoas.”
 



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