Confederação dos Agricultores exige ao Governo medidas para a seca
Publicado | 2020-03-05 04:09:36
 
A seca sente-se este ano "de forma mais intensa" nas zonas do Alto Alentejo e do Sado do que "no resto do país", alertou a CAP, que exigiu do Governo medidas atempadas contra o problema.
 
"O problema da seca, aqui nesta região, sente-se de uma forma ainda mais intensa do que no resto do país e a questão tem várias abordagens”, disse o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo Oliveira e Sousa.
Segundo o responsável, que falava aos jornalistas à margem de uma reunião do Conselho Consultivo do Alto Alentejo da CAP, realizada em Montemor-o-Novo (Évora), um dos problemas é a “falta de água nas pequenas barragens superficiais, até para abeberamento” do gado.
"As fracas condições" para "assegurar as pastagens no período estival que está à porta e a falta de grandes reservas" de água em regiões como o "grande regadio do Sado", produtor de arroz e que "vai ter fortes condicionantes" na actual situação, foram outros dos problemas destacados pelo presidente da CAP.
À margem do encontro, que juntou dirigentes associativos das zonas de Évora, Portalegre e litoral alentejano, sobretudo do Sado, o responsável admitiu que "a barragem do Alqueva não pode ser a solução para todos os problemas, mas pode ter um forte contributo para regiões como estas" e reclamou também a adopção de medidas por parte do Governo.
Também a Associação de Agricultores do Baixo Alentejo, (AABA), se mostra preocupada com mais um ano que se advinha de seca. O presidente da Associação, Francisco Palma, sublinha à Planície que “mais um ano a entrar no cenário de seca. Estamos já no fim do Inverno e, apesar de termos tido um Dezembro e Janeiro com alguma precipitação, o Fevereiro não teve nenhuma, o que leva a um cenário de seca que já não é o primeiro ano.
Os agricultores, sobretudo aqueles nas zonas mais pobres, sem acesso à água, terão dificuldades acrescidas, nomeadamente na pecuária. Esperemos que o tempo mude, mas as previsões futuras não são as melhores, o que é preocupante.”
Caso a chuva teime em não aparecer, prevê-se um ano de dificuldades para os agricultores.

 



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