Olivais para azeite com a produção mais elevada dos últimos 80 anos
Publicado | 2020-02-11 04:56:39
 
Segundo os dados provisórios do Boletim Agrícola do Instituto Nacional de Estatística, a colheita da azeitona tem decorrido de forma distinta nas duas principais regiões produtoras.
 
“Em Trás-os-Montes (cujos olivais produziram, em 2018, 15% do total da azeitona para azeite), a ocorrência de ventos fortes e ataques intensos de mosca da azeitona provocaram a queda de uma parte considerável dos frutos (com poucas probabilidades de serem aproveitados) o que conduzirá previsivelmente a uma diminuição da produção nesta região. Por oposição, no Alentejo (que, também em 2018, produziu cerca de ¾ do total da azeitona para azeite), a precipitação de Dezembro não condicionou a colheita mecânica da azeitona nos olivais intensivos e superintensivos, nem afectou o estado sanitário dos frutos (que, na maioria dos olivais, são em quantidade superior à da campanha anterior).”
Henrique Herculano da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos referiu que “a Cooperativa não tem produção recorde, mas anda muito perto, tem a segunda maior da sua história.”
O mesmo adianta ainda que “Este ano tivemos cerca de 42 mil toneladas de azeitona laborada, apesar de a campanha ainda não ter terminado e 7300 toneladas de azeite extraído.”
Segundo o INE, em termos globais e considerando o impacto da entrada em produção de novos olivais, as previsões são de aumento da produção de azeitona para azeite (+25%, face a 2018), ultrapassando as 900 mil toneladas e “posicionando esta campanha como uma das mais produtivas dos últimos oitenta anos.”
No que se refere à azeitona de mesa, a produção deverá alcançar as 18 mil toneladas (+35%, face a 2018).

 



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