“É necessário aumentar as reservas hídricas para o regadio de Alqueva” - ACOS
Publicado | 2020-02-05 04:27:22
 
A ACOS – Associação de Agricultores do Sul congratula-se com o início das obras para a segunda fase das infraestruturas de rega de Alqueva, posição que defende desde longa data, e que permitirá até 2023, conforme anúncio da EDIA, um total de 170 mil hectares de terreno agrícola irrigável. No entanto e, em representação das diferentes realidades dos associados, a ACOS reclama que sejam integrados, nesta fase do projecto, os regadios precários devendo-se, como tal, considerar uma área total irrigável de aproximadamente 200 mil hectares.
 
Segundo a Associação “as áreas irrigadas fora do perímetro definido pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, na altura encorajadas pela EDIA, contribuíram para o aumento das taxas de adesão ao regadio e representou avultados investimentos privados quer em culturas permanentes, quer em culturas temporárias.” Assim tendo isso em conta a  ACOS reivindica que “estas áreas regadas a título precário, na ordem dos 20 mil hectares, sejam incluídas de forma definitiva na zona beneficiada pelo EFMA, assumindo os proprietários as obrigações decorrentes desta integração, sem quaisquer custos para o Estado.”
A ACOS alerta ainda para o facto de “apenas estarem concessionados 590 milhões m3 como quota disponível para o regadio o que, a considerar os 200 mil hectares, equivale a uma dotação média de apenas 3000 m3 por hectare, muito aquém dos 6500 m3 /ha projectados para o EFMA. Daquela quota disponível haverá também que considerar a água a fornecer, sempre que necessário (quantos mais anos secos ocorrerem pior), aos regadios pré-existentes constituintes do EFMA. Ou seja, aquela dotação já de si insuficiente, será ainda bastante agravada, colocando em risco a diversidade cultural existente e as opções por novas culturas no futuro.”
Para a Associação só há uma saída possível, “ aumentar a reserva de água para o regadio, a qual pode ser atingida por um conjunto de medidas que passam por: Construção de uma nova barragem no rio Ardila, projecto já equacionado pela EDIA; Renegociação da concessão de água autorizada para agricultura;  Subida da cota de outras barragens de menor dimensão, designadamente, Pedrógão e Alvito.”
 



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