PCP - Grupo “Pró Alentejo” do PS é ensaio para outros “voos”
Publicado | 2020-01-28 04:45:58
 
Segundo um comunicado do Executivo da Direcção Regional do Alentejo do PCP (DRA) o designado grupo pró Alentejo, formado por deputados do PS na Assembleia da República, “é mais um facto que se insere num processo que visa não a resolução dos problemas que afectam o Alentejo e as suas gentes, mas sim a promoção mediática pessoal e política dos seus deputados.”
 
No documento pode ler-se que a constituição deste grupo “tem como objectivo reforçar o peso político do Alentejo na Assembleia da República no seio do Grupo Parlamentar do PS”, para além de entrar em contradição com a prática, “traduz mais uma tentativa de criar a ilusão que primeiro está a região e depois o resto, para depois darem o dito por não dito, ou o ensaio para outros voos com vista à ocupação de cargos, pois na realidade sempre que são confrontados com propostas concretas em defesa e desenvolvimento da região ou se abstêm ou votam contra, rejeitando no todo ou em parte as propostas do PCP.”
O deputado do PCP, eleito pelo circulo de Beja, João Dias, salienta que “aquilo que temos a dizer é que com esta medida dos deputados que são 8, seis do Alentejo, mais dois de Setúbal, que vêm criar este grupo Pró Alentejo, aquilo que estão a assumir é a mea culpa de que o PS pouco ou nada tem feito pelo Alentejo.”
O parlamentar comunista adiantou que “não podemos aceitar que com esta criação possam disfarçar, aquelas que são as responsabilidades que o PS tem tido, quer seja no momento em que é governo, quer quando está na oposição, em luta e em defesa daquilo que são os interesses do nosso Distrito e da nossa população.”
João Dias acrescentou ainda “criar este grupo dizendo que vão criar peso político e com esse peso podem conseguir encontrar medidas necessárias. Ora isto nós já há muito tempo que defendemos e apresentamos propostas.”
PCP afirma que têm sido os deputados do PCP e do PEV que mais propostas têm apresentado para o desenvolvimento do Alentejo e que se tivessem sido aprovadas essas sim teriam contribuído para resolver os problemas estruturantes da Região.
 



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