José Duarte, presidente da CAMB - “O grande desafio da próxima década é a fixação de pessoas na nossa região”
Publicado | 2020-01-03 04:47:28
 
Terminada que está uma década e com a entrada num novo ano, a Planície falou com o Presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, José Duarte, sobre o que em termos de olivicultura se encontra a região e quais os desafios para o futuro.
 
“Em relação aos aspectos positivos da última década é sem dúvida a água de Alqueva, que permitiu a transformação e modernização da olivicultura no Alentejo. Tornou o Alentejo uma referência da olivicultura a nível mundial, com olivais modernos, equipamentos e tecnologias de ponta, que permitiram a criação de emprego e a fixação de pessoas à região.  Também o desenvolvimento da economia circular em volta do sector da olivicultura que gera, sem dúvida, uma mais valia a toda a região,” referiu José Duarte.
Sobre os aspectos negativos José Duarte sublinhou a desinformação em relação ao olival, “os sucessivos ataques que os olivais têm tido ao longo dos tempos, com campanhas de desinformação e opiniões com pouco conhecimento técnico-cientifico. Esse é sem dúvida um dos desafios para a próxima década.  O desmitificar e tentar lançar campanhas de informação sobre as vantagens do olival e o contributo importante, nomeadamente na redução da pegada carbónica, na criação de emprego e na fixação de pessoas, bem como nos benefícios que o azeite e o seu consumo trazem para a nossa saúde.”
O presidente da Cooperativa falou ainda da importância do Bloco de Rega, “outro grande desafio para a próxima década, tem a ver com a construção do Bloco de Rega no nosso concelho, o bloco Moura/Póvoa/ Amareleja, que irá permitir o desenvolvimento da nossa agricultura, irá permitir que se fixem as pessoas à terra e que se evite o abandono da mesma . Outra ameaça poderá ser também o preço do azeite, que actualmente está baixo e se continuar assim, nos próximos anos, nos olivais de sequeiro tradicionais, que tem custos de produção superiores às receitas, pode acontecer com a olivicultura o que sucedeu por exemplo com os cereais de sequeiro na nossa região, que foi o abandono da cultura. Por isso é de extrema importância a construção do Bloco de Rega para a dinamização da nossa agricultura e principalmente para a fixação das pessoas aqui, na nossa região.”
José Duarte falou sobre os pontos positivos e negativos e também dos desafios da olivicultura para a nova época que agora se iniciou.
 



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