QUERCUS exige suspensão imediata da apanha nocturna de azeitona
Publicado | 2019-10-28 04:32:19
 
Quercus exige ao novo Governo português que suspenda de imediato a apanha noturna de azeitona em olivais superintensivos.
 
No comunicado emitido por esta Associação ambientalista lê-se que “entre 70.000 e 100.000 aves protegidas são anualmente mortas em território nacional, fruto desta prática ilegal que o Estado Português tarda em proibir”.
E adianta que “segundo os dados a que teve agora acesso, em apenas duas acções de fiscalização realizadas à noite no Alentejo foram detectadas no total 375 aves mortas, fruto da apanha nocturna de azeitona.  Tendo em conta que a grande mortalidade de aves registada apenas se refere a duas acções de fiscalização realizadas no mesmo lagar, mas num período de menor recepção de azeitona, e que existem mais lagares no país a receber azeitona proveniente de colheita nocturna, a Quercus prevê, numa estimativa bastante conservadora, que por noite são mortas entre 700 e 1000 aves fruto desta prática irresponsável, o que por época de colheita de azeitona representa a morte dum número minímo de 70.000 aves, mas que poderá atingir uma máximo de 100.000 aves.”
 Por sua vez os agricultores suspendem apanha nocturna de azeitona para proteger aves de forma "voluntária e temporária", sempre que surja o "risco de impacto negativo" para a avifauna, recomendam quatro associações ligadas ao sector.
Na proposta, as associações reconhecem a necessidade da elaboração de estudos científicos que permitam conhecer em rigor em que condições esta prática pode ter um impacto na avifauna dos olivais.
Na proposta de acordo sectorial, as quatro associações (CAP; OLIVUM; Confagri e Casa do Azeite), escrevem que têm conhecimento de que estão a ser desenvolvidos estudos pelas autoridades sobre o impacto que a prática da colheita nocturna mecanizada pode ter na avifauna, manifestando a sua "inteira disponibilidade" para colaborar no desenvolvimento dos trabalhos.

 



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