Alqueva prepara-se para receber o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa
Publicado | 2019-10-22 12:44:37
 
Segundo nota de imprensa “A EDIA prepara-se para lançar um procedimento contratual para o fornecimento, instalação e licenciamento de 10 Unidades de Produção para Auto-consumo (UPAC) junto às estações elevatórias da Rede Primária do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva (EFMA).
 

O concurso incluirá também a manutenção e operação durante os primeiros 5 anos.

Este projecto compreende a instalação de 10 centrais fotovoltaicas flutuantes com uma potência instalada total de 50 MWp e ocuparão uma área com cerca de 50 hectares sobre a água, estimando-se que sejam necessários mais de 127 mil painéis fotovoltaicos que evitarão a emissão de cerca de 30 mil toneladas de CO2 por ano.

Com uma produção estimada em 90GWh/ano, a energia obtida pelo conjunto destas centrais fotovoltaicas seria suficiente para abastecer cerca de 2/3 de toda a população do Baixo Alentejo.

Este será o maior projecto fotovoltaico flutuante da Europa e terá como preço base 50 Milhões de Euros, financiados em 45 Milhões de Euros pelo Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa e 5 Milhões de capitais próprios da EDIA.

A maior destas 10 centrais fotovoltaicas flutuantes terá uma área de 28 hectares (será per si só a maior da Europa) e ficará instalada junto à Estação Elevatória dos Álamos, a maior Estação Elevatória do projecto de Alqueva.

A questão energética é determinante para a sustentabilidade do projeto Alqueva, uma vez que é a principal fonte de custos variáveis na distribuição de água. A diminuição sustentada dos encargos energéticos nas operações de exploração do EFMA é um objetivo a manter pela EDIA nos próximos anos, até que se consiga atingir o ponto de otimização máximo de toda a infraestrutura.

Nestas UPAC a energia será produzida pelos painéis fotovoltaicos instalados sobre estruturas flutuantes, e dirigida para as Estações Elevatórias que lhes estão dedicadas para autoconsumo. Apenas quando esta energia não for suficiente ou quando existir um excedente, irá ser comprada (ou vendida) à rede nas condições de mercado, atualmente em vigor.

O elemento diferenciador deste projeto assenta na necessidade de recorrer aos planos de água vizinhos daqueles locais de grandes consumos elétricos para a instalações das centrais produtoras e uma das particularidades destas centrais fotovoltaicas prende-se com a sua integração na paisagem, pois irão ficar ou dissimuladas nos reservatórios cuja cota se situa acima do horizonte visual, ou em localizações afastadas dos principais eixos rodoviários, na sua esmagadora maioria.

A introdução de energia fotovoltaica no EFMA, através da instalação de um grande parque fotovoltaico, é uma prioridade incontornável, seja ao nível económico, seja ao nível ambiental, acompanha a tendência mundial de aposta nas renováveis e faz especial sentido numa zona com excelentes níveis de radiação solar.

A instalação destas centrais na proximidade das estações elevatórias que consumirão a eletricidade gerada permitirá, além a respetiva descarbonização, a eliminação das perdas por transmissão e a redução de potencia pedida à rede, em geral durante o verão e em especial durante os períodos de ponta.

Recorde-se que o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva tem já instaladas várias centrais fotovoltaicas, incluindo na cobertura do seu edifício sede em Beja, 5 pequenas unidades de produção (UPP) e uma central flutuante de 1MW em construção (fotos em anexo).

A tecnologia de produção de energia fotovoltaica em plano de água atingiu já uma maturidade assinalável com mais de 1GW instalados globalmente e um enorme potencial de desenvolvimento. As novas áreas de expansão dos perímetros de rega de Alqueva que acontecerá nos próximos anos também irão ser equipadas com esta tecnologia com uma das soluções para redução da fatura energética de todo o Empreendimento.”

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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