SIESI acusa Presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador de faltar à verdade
Publicado | 2015-06-23 04:36:00
 
O SIESI – Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas, acusa o presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador de faltar à verdade, no comunicado que emitiu sobre a situação laboral dos trabalhadores da Moura Fábrica Solar.
 
A tomada de posição da referida estrutura sindical surgiu após um comunicado emitido pela União de Freguesias, que visitou as instalações da unidade fabril de Moura, no passado dia 15, por forma a se inteirar da condição laboral dos trabalhadores e de perceber como estava a ser implementado o horário de trabalho concentrado. No comunicado emitido o presidente da União de Freguesias, Álvaro Azedo, criticava a postura do SIESI, acusando-o de nunca se ter pronunciado relativamente à implementação do horário das 12 horas e que promova agora iniciativas de destabilização.
O Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas enviou, na passada sexta-feira, um fax ao Presidente da União de Freguesias, onde o acusa de faltar à verdade sobre a situação dos trabalhadores. O SIESI diz que os trabalhadores da MFS rejeitaram “referendos” promovidos pela direcção da fábrica para impor o horário das 12 horas diárias. Recordando que a multinacional Fluitecnick, que contratualizou a exploração da fábrica até 2014, terá proibido mesmo a direcção portuguesa da MFS de insistir na aplicação daquele horário por considerá-lo “desumano”, refere o sindicato. A estrutura sindical realçou ainda que a implementação das 12 horas não é um projecto chinês, ou tão pouco tem que ver com o “emprego”, chamando a atenção para os problemas de saúde que este tipo de horário pode criar.
O SIESI desafiou ainda o Presidente da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, para um debate publico, na praça do município, sobre a situação laboral na Moura Fabrica Solar.
Paulo Ribeiro, do Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas, afirmou à Planície que a estrutura sindical estará sempre ao lado dos trabalhadores que se recusaram a fazer o horário de trabalho concentrado, mostrando disponibilidade para debater esta problemática com a profundidade que ela merece. O SIESI reforçou ainda que não é por alguém entender que este horário, é o melhor do mundo, que se pode impor isso aos restantes trabalhadores. Paulo Ribeiro garante que em Portugal há dezenas de empresas que não praticam este horário, havendo outras que já o praticaram e que posteriormente o abandonaram.
Álvaro Azedo, da União de Freguesias de Moura e Santo Amador, já reagiu ao comunicado emitido pelo SIESI, avançando à Planície que nesta altura a sua única preocupação são os 120 postos de trabalho e o futuro da Moura Fabrica Solar. O autarca referiu ainda que não o preocupa a opinião de dirigentes sindicais, nem de dirigentes que estão em Lisboa.
O Presidente da União de Freguesias mostrou-se disponível para ouvir os trabalhadores e a administração da empresa, referindo que os dois sindicatos terão de debater, entre si, o presente e futuro da Moura Fabrica Solar.
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
38 39
17 18
 
 

Nome:

Email:

 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda