Agricultores e políticos do Baixo Alentejo indignados com decisão de universidade de Coimbra
Publicado | 2019-09-20 04:22:54
 
Depois de Pedro do Carmo contestar a medida da Universidade de Coimbra em nota de imprensa adiantando que “É mais um ataque ao mundo rural” o deputado socialista acrescenta ainda que “depois de anos de discriminação, abandono e desinteresse das elites e dos decisores, num momento em que a valorização do Interior faz parte do discurso político e de medidas concretas”, não aceitamos esta menorização das pessoas e dos territórios do Mundo Rural”.
 
Já o candidato do PSD pelo distrito de Beja ás Legislativas, Henrique Silvestre, em carta aberta ao Ministro da Agricultura salienta que “Acho inadmissível que uma universidade sustentada por todos nós esteja a promover-se no mercado global com meias verdades alarmistas e -politicamente corretas-.”
Henrique Silvestre diz ainda que “Acho inadmissível que uma universidade corte num nutriente sem revelar que outro nutriente o vai substituir. Será que pretende substituir a carne de vaca por cereais, cuja produção tem de ser importada, continuando a aumentar-se a pegada ecológica? Não saberá o reitor da UC que as produções intensivas de cereais serão limitadas (ou mesmo abolidas) na Europa, o que levará a importar da Ásia e da América Latina sojas, quinoas, lentilhas e outros produtos?”
A Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) reage também com "indignação" às declarações "enganosas e alarmistas" do reitor da Universidade de Coimbra, que decidiu eliminar a carne de vaca nas cantinas.
Depois de o reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, anunciar que, por razões ambientais, a instituição vai eliminar o consumo de carne de vaca nas suas cantinas a partir de janeiro, a FAABA em reação a estas declarações diz que “são apresentadas de forma descontextualizada, configuram-se enganosas, considerando «muito grave» que o representante da Universidade de Coimbra veicule alarmismo e possa colocar em causa princípios de rigor científico e proferir afirmações sem sustentação objetiva".
A FAABA esclarece ainda que, "embora seja reconhecida a emissão de gases de efeito de estufa por parte dos bovinos, também importa salientar que os sistemas de produção desta espécie, associados ao pastoreio, contribuem de forma muito positiva para o sequestro de dióxido de carbono e para o aumento da matéria orgânica e fertilidade dos solos".
Por último a federação esclarece que “há demonstrações cientificas que os benefícios ambientais e sociais da atividade agrícola no combate à desertificação e ao despovoamento rural e à promoção da biodiversidade nos ecossistemas" e "estão comprovadas as mais-valias do pastoreio e das pastagens na prevenção de incêndios, no enriquecimento do solo em matéria orgânica, no seu contributo objetivo para o sequestro de carbono e para as metas da neutralidade carbónica.”
 



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