“Ano lectivo é novo, mas os problemas são velhos” afirma sindicato
Publicado | 2019-09-09 04:57:54
 
As aulas começam na próxima semana para mais de um milhão de alunos, que têm manuais gratuitos e podem ter turmas mais pequenas, mas em escolas onde continuam sem chegar os funcionários necessários e com professores em protesto.
 
Se em Agosto já estavam colocados 24 mil professores e na próxima semana 812 agrupamentos de escolas iniciam o ano lectivo para receber cerca de um milhão e cem mil estudantes, também pela primeira vez, todos os alunos do 1º ao 12º ano tem manuais escolares gratuitos. Outra das medidas do Ministério da Educação foi a redução do número de alunos por turma, no entanto ficaram muitos problemas por resolver.
O presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul, Manuel Nobre, sublinha alguns dos problemas que se mantem neste início de ano lectivo “nesta altura ainda não saíram nenhuma das contratações, o que quer dizer que faltam imensos professores nas escolas, tal como falta pessoal não docente. Continua a questão do tempo de serviço que deve ser pago. A questão da aposentação e o Distrito de Beja é dos mais significativos, o grosso dos professores tem idade avançada. É comum nas escolas do Distrito, mas não só, existirem mais docentes com idade superior a 60 anos do que com menos de 40. São profissionais desgastados, desmotivados e esperavam que o Governo olhasse para este problema. Depois temos os horários de trabalho, a precaridade, a municipalização, enfim um rol de situações.”
As aulas começam a menos de um mês das eleições legislativas, mas já está agendado um protesto para o Dia Mundial do Professor que tem lugar no dia 5 de Outubro. Para Manuel Nobre “esta grande manifestação nas vésperas das eleições já está marcada porque os professores exigem ter um tratamento por parte do Governo que venha ao encontro do que são os problemas da profissão. O ano lectivo é novo, mas os problemas são velhos. Os professores não vão baixar os braços, vão continuar a sua luta.”
As aulas começam já, na sua maioria, no final desta semana, mas tudo indica não ser um ano tranquilo.

 



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