EDIA faz campanha de sensibilização sobre a azinheira e o sobreiro
Publicado | 2019-08-02 04:05:53
 
A EDIA publicou um vídeo de sensibilização para a preservação na paisagem das quercíneas e a sua importância no ecossistema do Alentejo.
 
Para além de constituírem uma imagem de marca do Alentejo, as quercíneas dispersas têm também um valor ambiental associado ao facto de contribuírem para a promoção da biodiversidade com ligação directa à presença de organismos auxiliares da actividade agrícola, ao permitirem o poiso e nidificação de aves insectívoras e de aves de rapina diurnas e nocturnas assim como de morcegos insectívoros arborícolas. Estes, controlando roedores e insectos, ajudam a proteger e reduzir a susceptibilidade a pragas e rupturas nos sistemas de rega, o que se repercute na produtividade, redução das perdas agrícolas e, consequentemente, no valor económico.
Recordamos que as quercíneas mais conhecidas entre nós são o carvalho, o sobreiro e a azinheira e a sua presença favorece a percepção da multifuncionalidade do espaço rural, quebrando a monotonia da paisagem e acrescentando-lhe valor.
Segundo a informação da EDIA, “ a grande maioria dos sistemas de rega, com excepção dos pivots, permite compatibilizar as quercíneas isoladas com as culturas regadas criando até sinergias entre as duas espécies vizinhas, tal como acontece nas florestas naturais.
As eventuais reduções de áreas de plantação devido à presença de quercíneas isoladas são potencialmente compensadas pelo aumento da produtividade e rentabilidade em resultado da redução dos danos provocados por pragas ou do custo investido no seu controlo.
Mesmo nas vinhas, olivais e amendoais em que se pretende fazer a colheita com máquinas de colheita em sebe, a presença de árvores dispersas não é incompatível com este procedimento, desde que seja criada uma clareira em redor da árvore.”
Os Sobreiros e Azinheiras, tal como todas as árvores, são máquinas que a natureza aperfeiçoou para fixar o dióxido de carbono atmosférico e assim um instrumento fundamental para a neutralidade carbónica que perseguimos.

 



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