Alentejo atingiu os níveis mais baixos de desemprego de que há registo
Publicado | 2019-07-25 06:20:58
 
Pela primeira vez, em mais de 27 anos, o desemprego registado ficou abaixo das 300 mil pessoas. O número de desempregados inscritos nos serviços de emprego, em Junho de 2019, desceu para as 298,2 mil.
 

A área governativa do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social refere, em comunicado, que «para encontrar um número mais baixo é preciso recuar a Dezembro de 1991, altura em que se registaram 296,6 mil desempregados inscritos».

Só no território Continental, o desemprego registado desceu para as 280,0 mil pessoas, o nível mais baixo em pelo menos 30 anos.

O mesmo acontece nas regiões Centro (40,8 mil desempregados), Alentejo (13,5 mil) e Lisboa e Vale do Tejo (88,9 mil), onde o desemprego registado alcançou também os níveis mais baixos de que há registo. No norte (124,9 mil) o desemprego recuou para o patamar mais baixo em 17 anos, sendo que o desemprego registado no Algarve (7,9 mil) está em níveis comparáveis aos observados no início dos anos 2000. 

Também o desemprego jovem desceu, em Junho de 2019, para os 27,7 mil, com uma redução homóloga de 12,2% (o equivalente a menos 3,8 mil) e um decréscimo face ao mês anterior de 8,0% (menos 2,4 mil).

Já o desemprego de longa duração baixou para as 134,9 mil pessoas, menos 17,1% do que no mesmo mês do ano passado (menos 27,9 mil) e menos 1,0% face ao mês de Maio (o equivalente a menos 1,4 mil).

Ao longo da actual legislatura, o desemprego registado já desceu 46,3%, o equivalente a menos 256,9 mil pessoas, com descidas de 60,0% do desemprego jovem (menos 41,5 mil) e de 48,1% do desemprego de longa duração (menos 125,2 mil).

O comunicado refere também que «estes resultados, em linha com os dados que têm vindo a ser observados pelo Instituto Nacional de Estatística, reflectem o bom desempenho da economia, o dinamismo do mercado de trabalho e a execução das políticas activas de emprego».

O mês de Junho foi também o mês em que se alcançou a mais elevada taxa de cobertura de desempregados em medidas activas de emprego e formação profissional em mais de 20 anos, com 28,8% dos desempregados abrangidos por estas medidas.

 



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