Secretária de Estado fala sobre comunidades não privilegiadas no Alentejo profundo
Publicado | 2019-07-23 07:06:09
 
A Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, esteve presente no encerramento dos trabalhos do dia ABEM, que decorreu na Estação Náutica Lago Alqueva-Moura. A Planície questionou Ana Sofia Antunes sobre qual a imagem que o governo tem do Alentejo profundo, longe dos grandes centros, onde é mais difícil ter acesso a quase tudo.
 

“O governo tem a imagem que é possível ter. Estamos perante comunidades não privilegiadas, que carecem de apoio reforçado. É esse reforço que temos procurado desenvolver, nomeadamente através de programas de desenvolvimento do interior e de correcção de assimetrias, no sentido de apoiar as comunidades que se encontram nestes locais mais no interior. Muitas vezes dentro destas próprias comunidades, procurando apoiar aqueles que são os mais desfavorecidos, dentro das comunidades locais, já por si longe dos grandes centros e com dificuldades de aceder aos serviços que lhe são necessários e básicos.”

Sobre as dificuldades das pessoas, a secretária de Estado falou sobre o que o Governo tem feito para minimizar essas dificuldades, que muitas vezes as pessoas por vergonha escondem.

“Nós temos procurado fazer o nosso papel em tudo isto que é procurar devolver rendimentos às pessoas, com os aumentos extraordinários das pensões que foram feitos ao longo dos últimos 4 anos. Focámo-nos naqueles que eram os valores das reformas mais baixas dentro das mais baixas e, também procurando aumentar o valor do salário mínimo, para aqueles que efectivamente tem acesso ao emprego.”

Ana Sofia Antunes acrescentou que “é possível ver que em muitas zonas do País temos em Portugal uma taxa de desemprego neste momento muitíssimo reduzida. Claro que este realidade não é equivalente em todos os pontos do País e em todos os municípios. Mas há situações e há concelhos que nos falam já praticamente em situações de pleno emprego. Em que precisando de mão de obra não a conseguem encontrar. Temos que estar cá e atentos para continuarmos a dar respostas e apoios.”

Embora nem todas as regiões do País possam estar ao mesmo nível quer de necessidades quer de emprego e apoios sociais, a Secretária de Estado entende que com a vontade de todos é possível ultrapassar os problemas. 

 



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