Trabalhadores da MFS ignoraram protesto e greve convocada por sindicato
Publicado | 2015-06-15 04:13:59
 
O Sindicato das Industrias Eléctricas do Sul e Ilhas, o SIESI, convocou para o dia de ontem, domingo, uma acção de protesto na Praça Sacadura Cabral, em Moura e uma paralisação dos trabalhadores, na Moura Fábrica Solar, devido ao processo de implementação dos turnos de 12 horas, nesta unidade fabril.
 
Uma medida que começou a ser implementada no passado dia 1 de Junho, que é vista como essencial à viabilização do projecto, mas que caso falhe poderá deixar tanto a fábrica, como os seus trabalhadores, numa situação muito complicada.
O protesto convocado pelo referido sindicato, que tem sede em Lisboa, não teve qualquer receptividade por parte dos trabalhadores da Fábrica de Moura. Refira-se que no domingo de manhã, à hora marcada para a concentração, apenas se contavam cerca de 20 pessoas, na sua esmagadora maioria pertencentes à referida estrutura sindical e à estrutura do Partido Comunista Português de Moura, que na passada sexta-feira emitiu um comunicado a demonstrar a sua solidariedade para com as iniciativas do SIESI.
A verdade é que trabalhadores da MFS na Praça Sacadura Cabral, poucos se viram. No que toca à paralisação, decretada pelo sindicato, também para este domingo, a mesma não recebeu qualquer acolhimento por parte dos trabalhadores da Moura Fábrica Solar, que se mantiveram nos seus postos, a laborar normalmente.
Recorde-se que a Moura Fábrica Solar, voltou ao activo há pouco mais de 1 ano, após uma paragem de ano e meio, devido à saída da Fluitecnik de Moura. 
Em Março de 2014 os chineses da JinkoSolar demonstraram interesse em investir na MFS, como forma de abastecerem o mercado europeu e reabriram esta unidade fabril de assemblagem de painéis fotovoltaicos, que dá emprego a 120 pessoas, prevendo-se que este número possa subir para 150, a curto prazo. 
A JinkoSolar é um dos gigantes mundiais do sector da energia solar, detendo escritórios e unidades de produção em vários pontos do globo. Em Portugal actua por intermédio da Projinko Solar Portugal, que é detida na sua totalidade pela casa-mãe, tendo a sua sede no Parque Tecnológico da cidade Salúquia.
A titulo de interesse refira-se que a JinkoSolar, na europa, está representada em países como a Alemanha, Itália, Portugal e Espanha, onde alias já foi patrocinador oficial, durante dois anos e meio, das camisolas da equipa principal do Valência, que disputa o escalão maior da liga espanhola, de futebol.
Recorde-se que a Moura Fábrica Solar é propriedade da espanhola ACCIONA, que no inicio deste ano realizou uma operação de aumento de capital social da MFS, para os 50.000 euros.
 



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