Médicos e enfermeiros iniciam hoje uma greve nacional
Publicado | 2019-07-02 18:06:29
 
Os Médicos paralisam a sua actividade a partir das 00:00 horas de hoje, até às 24 horas do dia 3 de Julho de 2019, não prestando trabalho normal, nem trabalho extraordinário.
 

Segundo o Sindicato Independente dos Médicos esta greve deve-se ao facto de “se fartarem de ser interlocutores empenhados de um Governo e um Ministério da Saúde que agem com deliberado desrespeito e sem real interesse em chegar a acordo sobre uma imensidade de questões. O rol de queixas dos Médicos portugueses, de norte a sul, do continente e das regiões autónomas, é vasto e contempla questões que constituem a sua motivação para esta Greve.”

Os médicos exigem Redução do trabalho na Urgência: de 18 para 12 horas semanais e negociação de equipas dedicadas; Reajustamento das listas de utentes dos médicos de família com a diminuição progressiva de 1.900 para 1.550 inscritos; Abertura imediata do processo de revisão da carreira e das respectivas grelhas salariais; Resolução dos concursos pendentes e reformulação dos incentivos à fixação de médicos em zonas de especialidades carenciadas. Convergência da idade de aposentação dos trabalhadores médicos com as restantes profissões de maior risco/desgaste; Reintrodução de um regime de dedicação exclusiva, voluntária e que economicamente incentive a fixação de médicos no SNS; Uniformização e melhoria do sistema informático dos serviços de saúde, da responsabilidade do Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Por seu lado os enfermeiros que também iniciam, amanhã, 5 dias de greve decretada pelo Sindicato democrático dos Enfermeiros de Portugal, (SINDEPOR), exigem: Descongelamento das progressões de todos os enfermeiros, contabilizando a totalidade do tempo congelado; Definição clara das condições de acesso e de transição às categorias profissionais, da grelha salarial, dos princípios do sistema de avaliação do desempenho, da organização do tempo de trabalho e dos critérios aplicáveis aos concursos; Acesso à aposentação voluntária com direito à pensão completa em 35 anos de serviço e 57 de idade; Medidas compensatórias do desgaste, risco e penosidade da profissão, assegurando compensações do trabalho por turnos; Definição das condições de exercício para enfermeiros, enfermeiros especialistas e enfermeiros gestores, identificando o número de postos de trabalho nos mapas de pessoal e garantindo uma quota geral não inferior a 40% para os especialistas e Pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas em funções.

 



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