Moura não aceitou parceria para gestão da água
Publicado | 2019-07-01 07:02:33
 
Foi apresentada uma proposta referente à criação de uma sociedade intermunicipal, denominada Águas do Baixo Alentejo, SA, para a exploração e gestão do sistema de águas em baixa pressão, que foi reprovada por algumas Assembleias Municipais, nomeadamente Beja e Castro Verde.
 
 O PCP sublinhou que no caso de Moura se a parceria tivesse sido aprovada o preço da água iria subir.

O presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo, explicou que “a posição da autarquia de Moura é muito clara. As declarações dos dirigentes do PCP devem ser entendidas como um acto de sobrevivência politica, não só pessoal, mas do próprio partido em sinal de resposta aos resultados eleitorais que se tem vindo a suceder.

No que diz respeito às questões relacionadas com a gestão das águas em baixa, o executivo de Moura, nunca escondeu de ninguém que se encontrava a discutir com os outros municípios do Distrito, uma solução que viabilizasse uma gestão sustentada deste recurso. Também os investimentos na rede, no caso do concelho de Moura, são da maior importância, face às perdas que se registam diariamente por conta das muitas roturas.”

O edil mourense acrescentou ainda que “porque não nos revemos na proposta para o concelho, tanto que temos vindo a discutir esta questão, tendo a 19 de Junho de 2019 a Câmara endereçado aos demais municípios, uma comunicação em que transmitiu, com toda a clareza, que os interesses das nossas populações estão acima de qualquer acordo, ainda que legítimo. Tanto assim é, que não foi submetido nem à reunião de Câmara nem à Assembleia Municipal qualquer proposta dos eleitos do PS, tendo em vista a prossecução do objectivo da criação da empresa intermunicipal para a gestão da água em baixa.”

Álvaro Azedo sublinhou ainda que “ouvirmos este canto da sereia, estas lições do dirigente do PCP, José Maria Pós de Mina, sobre a gestão da água, quando ele próprio deixou o município de Moura com uma dívida superior a um milhão de euros de facturas que não pagou às Águas Públicas do Alentejo. Dívida essa que este executivo PS negociou e que pagará até ao último cêntimo. Como é possível volvidos todos estes anos, quer o PCP, quer os seus dirigentes do concelho ainda não terem explicado à população porque deixaram de honrar os seus compromissos para com as Águas Públicas do Alentejo, deixando em 1 de Outubro de 2017, altura das eleições autárquicas uma dívida total de um milhão e quinhentos mil euros. Esta dívida pesa e muito nas contas e na vida do município.

O autarca terminou afirmando que “a história deste acordo entre os municípios, esclarecesse de uma forma muito sucinta: conversamos; ouvimos; discutimos; demos a nossa posição e não nos revimos na solução que nos foi apresentada.”

O Município de Moura não aceitou a proposta apresentada para a parceria intermunicipal de gestão de água em baixa.

 



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