CDS quer medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho
Publicado | 2019-07-01 06:48:48
 
O Grupo Parlamentar do CDS-PP quer que a Assembleia da República recomende ao Governo medidas específicas para a defesa do montado de sobro e azinho.
 

A deputada do CDS Patricia Fonseca sublinhou que “de facto o montado de sobro é um ecossistema que garante a biodiversidade e é muito importante no Alentejo. A floresta de montado, multifuncional, representa um verdadeiro tampão natural ao avanço da desertificação dos solos mas é, neste momento, um ecossistema em risco. Não estando imune às alterações climáticas, os anos sucessivos de seca têm-se traduzido num enorme enfraquecimento das árvores, tornando-as mais susceptíveis a pragas e doenças. “

A parlamentar acrescentou ainda que “o montado de sobro e de azinho presta um incalculável serviço ao ambiente através da fixação de carbono, sendo que o factor económico e social não é despiciendo. A cortiça, só por si, contribui anualmente com 600 milhões de euros para o saldo da Balança de pagamentos de Portugal, faltando mensurar o impacto nas nossas exportações de uma série de outras actividades que dependem do montado como, a título de exemplo, a produção de porco alentejano”

Patrícia Fonseca sublinhou algumas das medidas recomendadas ao Governo “a abertura de um concurso específico do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020) para as medidas 8.1.3 - Protecção da floresta contra agentes bióticos e abióticos e 8.1.5 - Melhoria da resiliência e do valor ambiental das florestas direccionado às regiões do sul do país, tipicamente de montado; Na definição do próximo quadro comunitário de apoio seja tida em conta a especificidade dos montados de sobro e azinho, e os seus impactos positivos na biodiversidade, determinando-se medidas que promovam a expansão da área de montado e o restauro de manchas degradadas;  Incentive o investimento em investigação e inovação tecnológica associada ao sistema agroflorestal do montado, nomeadamente na adaptação e mitigação das alterações climáticas, tirando partido do existente Observatório do Sobreiro e da Cortiça.”

A deputada afirmou ainda que “a ameaça climática no Alentejo é real e urgem por isso medidas de mitigação e adaptação a esta nova realidade, travando o mais possível a desertificação do país. Sendo que estamos a falar de cerca de um terço do território de Portugal continental, esta matéria deve ser tida como prioritária e estratégica para o futuro.

Urge assim actuar antecipadamente para evitar alguns dos problemas, resolver os existentes e promover, com urgência, a existência de floresta diversa, cuidada e adequada aos tempos de hoje.”

O CDS espera que esta recomendação seja aprovada e talvez seja discutida na comissão da agricultura.

 



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