Olivicultores de Moura e do Distrito contra decisão do Governo
Publicado | 2019-06-14 04:15:34
 
Perante o anúncio efectuado pelo Ministro, Capoulas Santos, sobre o fim da concessão de apoios a novos projectos para instalação de olival no perímetro de Alqueva, a Olivum - Associação de Olivicultores do Sul diz ser uma medida discriminatória e infundada.
 
Álvaro Labella, director da Olivum sublinhou que “ nós achamos que esta medida é completamente injustificada e é discriminatória enquanto as diferentes culturas que se desenvolvem no perímetro de Alqueva. Não percebemos de forma nenhuma qual é a decisão do Sr. Ministro em fazer este anúncio, uma vez que ele sempre tem defendido o olival como a cultura mais importante dentro do perímetro de Alqueva. É uma das culturas melhor adaptada, menos poluente, menos consumidora de água e realmente ele sempre defendeu a parte positiva da cultura. Não conseguimos perceber porque de repente faz um anúncio a querer retirar a cultura do olival dentro do panorama da nova cultura de Alqueva.”
Por seu lado a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos entende que o Ministro se precipitou.
José Duarte, presidente da Cooperativa, diz que “nós achamos que houve da parte do Ministro uma precipitação no anúncio que fez. Trata-se de uma medida discriminatória e abre-se aqui um precedente grave. Está a culpabilizar uma cultura com base em pressões que estão a ser efectuadas através de um conjunto de notícias falsas, que diariamente tem surgido nas redes sociais e nos órgãos de comunicação social em que mais uma vez se está a prejudicar o desenvolvimento de uma região. O próprio Ministro no debate falou em distorções e desinformações em relação ao tema do olival. Nós achamos que o olival actualmente está a ser alvo de uma campanha de desinformação. Está-se a passar repetidamente uma mensagem errada que pode ser perigosa e, pode manipular a opinião pública através da criação de uma ideia errada que os olivais e os olivicultores fazem mal ao ambiente. Devia-se passar uma mensagem precisamente ao contrário. O olival é uma cultura que capta mais carbono, consome menos água, tem um menor impacto nos solos. A maioria dos olivais cumpre o modo de produção integrada e existem também limites impostos pela U.E. em relação à aplicação de adubos e pesticidas.”
José Duarte acrescentou que “O que se deveria fazer, em vez de mandar abaixo os olivais e os olivicultores é passarmos uma mensagem correcta e verdadeira dos benefícios que o consumo do azeite faz à nossa saúde e isso sim, é importante. Achamos que se tem que ter muito cuidado com a informação que se está a passar actualmente à opinião pública, porque pode colocar em risco um sector que tem investido muito nos últimos anos, tem criado emprego e tem sido caso de sucesso a nível empresarial”
O presidente da Cooperativa adiantou ainda que “em Portugal ainda existe muita gente e há uma certa classe de políticos que parece que não quer ou não sabe lidar com o sucesso alheio, seja na agricultura, no turismo ou até mesmo na indústria.
Esta é a posição que nós da Cooperativa Agrícola Moura e Barrancos temos em relação ao anúncio que o Ministro efectuou.”

 



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