Governo anuncia fim de apoios para olival no perímetro do Alqueva
Publicado | 2019-06-13 05:09:03
 
Segundo informação adiantada, ontem, na edição on-line do Jornal de Notícias, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, anunciou o fim da concessão de apoios a novos projetos para instalação de olival no perímetro do Alqueva, ou à instalação de agroindústrias associadas, no âmbito do atual quadro comunitário de apoio.
 

O governante comunicou estas medidas na Assembleia da República no início do debate de urgência requerido pelos Partido Ecologistas "Os Verdes" (PEV), durante o qual criticou "a desinformação" existente, assim como as "distorções" sobre as consequências da prática da agricultura na zona do Alqueva.

Na mesma intervenção, Capoulas Santos anunciou uma série de medidas limitadoras à extensão do olival no Alqueva.

Exemplificando que “No perímetro do Alqueva, já existem cerca de 55 mil hectares de olival, o que significa que será cerca de um terço do perímetro de rega. Entendemos que mais do que 30% de uma única atividade no perímetro de rega começa a ser excessivo".

Nesse sentido, o ministro da Agricultura afirmou ter determinado que, no âmbito do atual quadro comunitário de apoio, "no perímetro do Alqueva, não haverá mais apoios ao investimento para a instalação de olivais, nem para a instalação de agroindústrias associadas ao olival".

Finalizando que "Temos capacidade de laboração suficiente. Determinei também à EDIA que apresentasse um estudo que permita tomar decisões sobre a continuidade da mancha do olival, porque, para defesa da biodiversidade, entendemos que é prudente estabelecer limites à mancha continua, assim como devem ser definidas as zonas de interrupção dessas manchas continuas".

Em comunicado de imprensa o Partido “Os Verdes” no Debate de Urgência na Assembleia da República, salientam que o deputado ecologista, José Luís Ferreira, afirmou que estas culturas potenciam a erosão dos solos, com utilização abusiva de pesticidas que tem efeitos ao nível da saúde humana e nos ecossistemas, com poluição das águas superficiais e subterrâneas, com efeitos negativos na biodiversidade, sobretudo em relação à flora que fica ameaçada. Acrescenta-se a mortandade de avifauna associada à colheita mecânica noturna, a destruição de locais com interesse cultural e as condições precárias de trabalho.

Por sua vez a deputada dos “Verdes” Heloísa Apolónia alertou, ainda, para o erro que está a ser cometido com o olival intensivo e superintensivo, um erro que trará graves consequências no futuro, nomeadamente no consumo de água, saturação e desertificação de solos e no combate às alterações climáticas.

 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
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