PCP acusa PS de querer abandonar a gestão da água nos municípios do distrito de Beja
Publicado | 2019-06-06 04:08:42
 
O Executivo da Direcção da Organização Regional de Beja do PCP, emitiu um comunicado sobre o facto do Partido Socialista querer abandonar a gestão da água nos municípios do Distrito de Beja.
 
Para a DORBE, “não existe nenhuma razão para os Municípios perderem – alienarem uma responsabilidade tão importante e com isso a possibilidade de decidirem sobre a gestão da água, para passarem a ser minoritários das empresas do Grupo das Águas de Portugal.”
José Maria Pós de Mina, do executivo da DORBE, sublinhou que “o que pretendemos e desejamos é que essa situação seja revertida e não se venha a concretizar. A concretizar-se é uma espécie de sacudir água do capote. É uma responsabilidade que continuamos a entender que se deve manter na esfera directa das câmaras municipais. O sector da água é extremamente importante, tem a ver com o nosso dia a dia.”
Para José Maria Pós de Mina “uma das consequências que poderá advir da concretização desta iniciativa seria o aumento substancial das tarifas da água que os consumidores e os diversos utilizadores teriam que pagar, uma vez que qualquer sistema desta natureza, ou empresa a ser criada terá critérios de lucrar no final do ano, de ter resultados positivos e tudo isso será pago através da tarifa. Por outro lado, tendo em conta a sua liberação às empresas Águas de Portugal, nós consideramos que estão a criar condições ou a base material para que mais tarde o sector possa ser privatizado.”
O comunicado da DORBE salienta ainda que “os municípios de Aljustrel, Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura e Ourique estarão a decidir a constituição de uma parceria para a gestão dos sistemas de água em baixa, porventura procurando aproveitar o facto de temporariamente o PS ter uma maioria em câmaras municipais do distrito e sem uma discussão e esclarecimento necessários nos órgãos autárquicos, aos trabalhadores envolvidos e à população sobre uma tão importante matéria.” E adianta que “não há qualquer vantagem deste processo para o interesse público que entre outros aspectos implicará a extinção da EMAS em Beja e perturbação na situação laboral dos trabalhadores do sector. O controlo dos Municípios é essencial para determinar as políticas do sector para a Região e para a melhoria da qualidade de vida das populações.”
 



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