Bloco de Rega de Moura - EDIA toma posição e vai apresentar estudo sobre os morcegos
Publicado | 2019-05-20 04:22:01
 
A Declaração de Impacto Ambiental referente ao Bloco de Rega de Moura, Póvoa, Amareleja publicada pela Agência Portuguesa do Ambiente suscitou várias reacções devido às condicionantes apresentadas, principalmente nos agricultores.
 
O presidente da Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas de Alqueva  (EDIA), José Pedro Salema, em entrevista à Planície sublinhou que “o que foi publicado nessa declaração de impacto ambiental é que existe uma limitação ao numero de árvores num raio de 10km do abrigo de morcegos que existe muito perto do paredão da barragem de Alqueva. Há ali uma zona principalmente perto de Moura, onde não se pode (a manter-se os termos desta declaração), fazer plantações de árvores com as densidades mais frequentes nos pomares e nas culturas permanentes modernas. O que foi apresentado, no fundo é um impedimento à instalação das modernas culturas permanentes. Nós não concordamos, não acreditamos que exista fundamento cientifico para justificar esta limitação. Fizemos essa apresentação junto da APA e vamos apresentar um estudo até final de Agosto sobre a população de morcegos e os seus hábitos de alimentação.”
José Pedro Salema adiantou ainda que “é nossa convicção que os morcegos podem e alimentam-se nas zonas de olival superintensivo. E falo no olival, porque é a cultura mais representativa no espaço Alqueva e superintensivo porque é aquele que tem hoje mais representatividade dentro do olival, é aquele que consegue ter melhores rentabilidades, maiores eficiências no uso da água, nos factores de produção e menores necessidades de mão de obra. Por um lado temos a APA a impedir que se instale uma cultura e um modelo de produção que é referência hoje em Alqueva e, por outro temos a nossa posição a tentar explicar que não há fundamento científico, nem de salvaguarda do meio ambiente nessa limitação.”
Salema acrescentou que “estamos a falar de uma limitação que incide só sobre 10% do Bloco, mas ainda assim, não vemos porque uns tem que ser filhos e outros enteados, porque não temos que tratar todos da mesma forma? Na Natureza não existem fronteiras, nem raios de distâncias, para além daquelas que fazem sentido do ponto de vista biológico, geográfico...não conseguimos encontrar justificação para esta limitação.”
José Pedro Salema salientou ainda que “ainda assim, mesmo a manter-se tudo tal como está hoje, não vejo razão suficiente para pôr em causa este investimento. Continua a fazer sentido mesmo com esta restrição numa parte da área. Continua a ser muito importante para toda esta zona, Póvoa de S. Miguel, Amareleja e Moura, é uma zona que precisa desesperadamente de se desenvolver e o regadio pode aportar uma vantagem muito interessante às explorações que dele venham a beneficiar, multiplicando a riqueza,o emprego, as oportunidades para aqueles que são servidos pela infraestrutura.
Estamos a falar de 10 mil hectares de novo regadio, numa zona muito quente, muito árida e onde o fornecimento de água durante o Verão pode mudar drasticamente as produções agrícolas. É isso que Alqueva já está a fazer noutras zonas e é o que vai tentar fazer também aqui na zona Póvoa/Amareleja/Moura.”
 



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