PCP toma posição em relação ao bloco de rega de Moura e às condicionantes ambientais
Publicado | 2019-05-15 03:52:12
 
Depois da publicação da Declaração do impacto ambiental referente ao bloco de rega de Moura, várias tem sido as reacções às condicionantes publicadas no estudo.
 
O deputado do PCP eleito por Beja, João Dias, sublinhou que “o PCP sempre tem avaliado o Empreendimento de Alqueva como muito importante para o desenvolvimento da região e do País. Alqueva é algo que sempre defendemos e continuamos a defender. Defendemos também a necessidade de elaboração de um plano estratégico para o desenvolvimento da área de influência de Alqueva. Deve ser articulado com as instituições representativas da região e que em primeiro lugar coloque o desenvolvimento e o aumento produtivo, ao serviço das populações, da nossa região e do País.”
O parlamentar acrescentou ainda que “naturalmente terá que haver um respeito pelo ambiente, pelos ecossistemas, pelo património, pela valorização do trabalho e das relações laborais, do emprego com direitos. Uma estratégia que aposte também nas culturas de fileira e fomente a instalação de agroindustrias. O PCP tem defendido sempre eixos fundamentais de valorização da produção.”
João Dias sublinhou também que  “a utilização do bloco de rega Póvoa/Ardila, tem questões pertinentes que é necessário avaliar, no entanto aquilo que nós achamos é a necessidade de alterar o modelo de exploração que tem vindo a ser aplicado. É necessário encontrar melhores soluções que visem o desenvolvimento sustentável e equilibrado da actividade agrícola em harmonia com as questões ambientais.” Acrescentando que “nós temos defendido, até na Assembleia da República que se incorpore na estratégia nacional para a agricultura de sequeiro a especifidade  deste território. Nós estamos a falar de um território que neste momento, pode ser alvo de infraestruturas, de projectos importantes, como é a questão do regadio, mas havendo condicionantes ambientais é preciso criar também mecanismos em que a comunidade em geral e não só os agricultores possam ser ressarcidos da sua dádiva para toda a comunidade. Muitas das vezes estão a ser impedidos pela via da manutenção do ambiente saudável de fazer a sua produção agrícola.
João Dias termina afirmando que “nesta fase de ampliação do bloco de rega, o PCP está na linha da frente do processo da transformação agrícola, com a necessidade de haver investimento tecnológico e produtivo ao serviço das populações, mas sempre atento áquilo que são as questões ambientais, que nos distinguem e pelas quais nós temos muita atenção e defendemos a responsabilidade também em termos de impacto ambiental, tendo em consideração as consequências para as gerações futuras.”
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
29 30
11 16
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda