“Se não ajudam ao menos não estorvem” Pedro do Carmo toma posição sobre as condicionantes ambientais do Bloco de Rega de Moura
Publicado | 2019-05-14 04:15:06
 
Com a publicação da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do Circuito Hidráulico Moura/Póvoa/Amareleja e respectivos blocos de rega, ficou a saber-se que vai haver várias restrições nas terras agrícolas abrangidas no bloco de rega de Moura, devido a edificação dos morcegos.
 
As condicionantes apresentadas provocaram algumas reacções no meio agrícola, inclusive a emissão de um comunicado conjunto, da Cooperativa Agrícola Moura Barrancos e da Federação dos Agricultores do Baixo Alentejo.
O deputado do PS, eleito por Beja, Pedro do Carmo sublinhou à Planície, a sua posição, afirmando que “naturalmente estou ao lado do desenvolvimento e da agricultura Baixo Alentejana. Efectivamente nenhum território terá existência sem pessoas. O Baixo Alentejo sempre viveu num equilíbrio frágil entre a vivência e a sobrevivência.
 Os Baixo Alentejanos sempre souberam bem o preço de viverem num território rural, do Interior, longe dos grandes centros de poder, da atenção mediática e da consciência nacional de que o país é muito mais que os grandes centros urbanos e o litoral. Sempre souberem contornar as fatalidades e dar expressão a uma identidade forte, expressiva e sintonizada com o meio rural em que se integram e onde vão buscar muitas das suas raízes, num quadro de equilíbrio e harmonia.” E adianta que “concretizámos Alqueva e demos um renovado impulso de desenvolvimento, de oportunidades e de projecção do território como espaço de futuro.
Há sempre quem prefira o copo meio vazio, para poder protestar ou para dar azo a fundamentalismos que não salvaguardam o essencial da vida humana no território.”
Pedro do Carmo, que para além de deputado é também o presidente da  Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista salienta que “o projecto de alargamento da área de regadio de Alqueva com novos blocos de rega e a extensão a Sul do Baixo Alentejo, com a ligação da Barragem do Roxo à Barragem do Monte da Rocha, é um investimento vital para as pessoas, para o esforço de fixação da povoação, para a criação de oportunidades de emprego, para a dinamização das economias locais e para a sustentabilidade do abastecimento de água, num quadro de evidentes alterações climáticas.
Qualquer entrave ambiental a um projecto tão relevante para as pessoas e para o território do interior (Bloco de rega da Póvoa de São Miguel/Amareleja/Moura) e do sul do Baixo Alentejo (ligação da albufeira do Roxo em Aljustrel à do Monte da Rocha, em Ourique)  só pode ser visto como um ataque desproporcionado ao direito que temos em querer viver, trabalhar, estudar e permanecer num espaço com sentido de futuro.”
Para o político “qualquer obstáculo desprovido de razoabilidade e sentido de equilíbrio com o foco nas pessoas contará com a nossa firme oposição e combate em defesa do Baixo Alentejo e das suas gentes. Era só o que faltava que um fundamentalismo ambiental, sem sintonia com a realidade, pudesse colocar obstáculos à concretização de um projecto vital.
É caso para dizer, se não ajudam ao menos não estorvem.”
 



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