Regadio no concelho de Moura vai de certeza avançar
Publicado | 2019-05-13 04:27:49
 
Sendo uma feira em que o Regadio, o Azeite e o Olival são os temas principais, principalmente em relação a tudo o está subjacente, quer no que se refere à parte económica, quer gastronómica quer ecológica.
 
Numa altura em que muito se fala do Olival intensivo e superintensivo, a Planície falou com o Director Regional Adjunto da Agricultura e Pesca do Alentejo, José Velez, que sublinhou o facto de o olival estar na ordem do dia. “Agora fala-se sobretudo dos olivais superintensivos e do impacto que tem a nível cultural e ambiental. Nós temos que ter algum bom senso e algum cuidado quando falamos do olival intensivo e superintensivo. Muitas das coisas que se dizem felizmente não são verdade. Isto não impede que não estejamos a preparar um planeamento adequado, tanto a nível do ordenamento do território como da cultura em si, para Portugal e neste caso para o Alentejo. Não há nenhuma cultura que não tenha impactos ambientais.”
Questionado pela Planície sobre a questão da Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do Circuito Hidráulico Moura/Póvoa/Amareleja e respectivos blocos de rega, e as condicionantes nas terras agrícolas abrangidas no bloco de rega de Moura, devido a edificação dos morcegos, José Velez disse que estaria mais preocupado se não houvesse regadio em Moura. “Ainda não fiz uma análise profunda e ponderada de todas essas informações. Eu estaria muito mais preocupado senão houvesse a possibilidade de regadio aqui em Moura. Isso sim, era um factor de grande preocupação. Agora temos que ter o bom senso de utilizar os meios e as nossas potencialidades o melhor possível, não prejudicando o desenvolvimento da nossa região, não prejudicando o investimento, mas tendo em atenção os outros factores que devem ser tidos em atenção.
A agricultura quando é feita com cabeça, tronco e membros, quando é feita com ponderação, muitas das vezes é a principal amiga do ambiente.”
O director Adjunto adiantou ainda que “não li a informação da APA, no entanto penso que as coisas se vão resolver, com algum cuidado, com alguma atenção e com a articulação das várias entidades que estão envolvidas quer públicas, quer privadas no desenvolvimento do nosso concelho. O desenvolvimento do regadio de Alqueva está a avançar, o que está programado e, eu acredito, vai de facto avançar para o concelho de Moura. Com certeza com algumas correcções e pequenas alterações, é evidente que isso vai acontecer, mas vai avançar no nosso concelho.”
 



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