Catarina Martins quer solução para a fábrica de painéis de Moura
Publicado | 2019-02-20 04:41:12
 
A Coordenadora do BE, Catarina Martins, no encontro com os trabalhadores da fábrica de painéis solares de Moura, defendeu uma "intervenção pública directa, para evitar o seu encerramento e o despedimento de cerca de 100 trabalhadores.”
 
A dirigente do Bloco adiantou aos jornalistas no final da reunião que "a solução pode passar pela intervenção pública directa para manter a produção de painéis solares em Moura, estes 100 empregos, a capacidade produtiva instalada e para não desperdiçarmos o conhecimento destes trabalhadores". 
Para Catarina Martins “o encerramento da fábrica e  consequente o despedimento colectivo é um contra senso, dado que o país tem vindo a anunciar investimentos avultados na energia solar para corresponder as exigências da descarbonização da economia.” 
A Coordenadora do BE questionou ainda que “precisando nós de investir em energia renovável, de descarbonizar a economia, que é uma urgência, as alterações do clima estão aí e o país não pode esperar, estes investimentos têm de ser feitos, mas vamos fazê-los com emprego aqui ou comprando tudo à China? Se o dinheiro é para ser investido em energia solar que seja investido aqui e não nos digam que pode ficar mais barato comprar os painéis solares lá fora, porque isso é de quem está a fazer a conta pela metade, porque onde houver desemprego há mais despesa social do Estado".  
A reunião com os trabalhadores da MFS decorreu no salão dos Bombeiros Voluntários de Moura seguindo-se depois um encontro com o Presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo. 
O edil mourense sublinhou à Planície que “a deputada e líder do Bloco de Esquerda pouco adiantou sobre aquilo que são as suas propostas em relação à fábrica. Nós enquanto autarcas somos de opinião que todos os contributos que tivermos em Lisboa, no Parlamento, para resolução dos nossos problemas são úteis. “
O autarca adiantou que as preocupações em relação ao concelho de Moura não passam só pela fábrica e sensibilizou a líder do partido para a fábrica sim, mas “para os mil desempregados do concelho. Os nossos problemas não ficam pelos 105 empregados da fábrica solar, nem de longe nem de perto. É o maior empregador privado que fechou portas, é grave, é um drama para nós, mas um drama ainda maior são os mil desempregados. É uma prioridade nossa diminuir a taxa de desemprego.”  
Para além do problema da fábrica painéis solares de Moura Álvaro Azedo deixou outras preocupações à deputada como o caso das vias rodoviárias.
 



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