“Luta” dos professores passa hoje por Beja
Publicado | 2019-02-05 04:29:58
 
A Federação Nacional da Educação (FNE) e o Sindicato Democrático dos Professores do Sul (SDP-Sul) lançaram no dia 11 de Janeiro, a iniciativa "942 - Só queremos o que é nosso".
 
Esta campanha, que tem vindo a percorrer as dezoito capitais de distrito do Continente, e hoje vai estar em Beja. Consiste no desfraldar de uma enorme bandeira em que a mensagem '942 - Só queremos o que é nosso tem vindo a receber o apoio de centenas de docentes que a têm vindo a assinar. 

Em declarações à Planície o vice presidente do Sindicato Democrático dos Professores do Sul, Carlos Calixto, referiu que “esta iniciativa visa manter acesa a luta pela recuperação do tempo congelado aos professores. Os professores trabalharam, descontaram e é da mais elementar justiça que esse tempo lhe seja considerado, ainda mais quando temos para o mesmo facto três situações diferentes: a do Continente, a dos Açores e da Madeira. Tem de haver apenas e só uma leitura, que é a recuperação do tempo e o reconhecimento, até porque nós estamos disponíveis para aceitar um faseamento em vários anos.” 

O sindicalista salientou ainda que “nós temos infelizmente desde o consulado de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues de má memória, um ataque sistemático à carreira. 

A Tutela faz uma guerrilha permanente, terrorismo de Estado, um roubo de Estado permanente aos seus profissionais.” 

Sobre o Primeiro-ministro, António Costa, o sindicato afirma que “o 1º Ministro não está a honrar a palavra dada, diz que só volta a falar com os sindicatos e só volta a negociar quando houver novas ideias, novas propostas. Está a ser intelectualmente desonesto, está mesmo a mentir, porque os sindicatos estão prontos a começar a falar e têm propostas.” Hoje a partir das 10h vai ser desfraldada a bandeira portuguesa na Escola Diogo de Gouveia em Beja, procedendo-se de seguida, à assinatura de dezenas de docentes. Esta bandeira seguirá depois para Lisboa, onde no dia 8 de Fevereiro, em frente à Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em São Bento será novamente desfraldada. Com esta acção, a FNE visa mostrar ao Governo e ao Ministério da Educação que não desiste de lutar pelo direito da recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores portugueses. 

Carlos Calixto sublinhou tratar-se de um acto simbólico “Pela nossa parte, a campanha -942 - Só queremos o que é nosso- é a nossa bandeira para denunciar todas as situações que não constituam o cumprimento, pelo Governo, da responsabilidade que agora lhe foi de novo entregue e de na sequência, adoptar as medidas que forem adequadas.”
 



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