Bactéria que destrói oliveiras preocupa agricultores alentejanos
Publicado | 2019-01-22 04:09:43
 
Apesar de Portugal manter desde 2014 um programa nacional de prospecção da bactéria, xylella fastidiosa, ela surge agora em Vila Nova de Gaia, à “boleia” de plantas do género Lavandula, planta ornamental vulgarmente conhecida por lavanda, mas que não apresentam sintomatologia da doença.
 
Porém, a sua presença em território nacional é o suficiente para deixar muitos produtores assustados. 

A Planície falou com o presidente da Associação de agricultores do Baixo Alentejo, Francisco Palma, explicou que “por enquanto a bactéria não existe no Alentejo, mais propriamente no Baixo Alentejo. Tem que se ter cuidado porque nós aqui temos uma vasta área de olival, e a xylella fastidiosa ataca árvores de fruto, olivais e sobreiros. Não existe antídoto para a combater. No caso dela surgir tem que se queimar as árvores afectadas e isolar a área.”

Francisco Palma deixa ainda o alerta para que “os agricultores devem comunicar imediatamente aos serviços da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV, qualquer presença da bactéria.”

As consequências mais dramáticas da chegada da bactéria Xylella Fastidiosa a Portugal podem concentrar-se sobretudo no Alentejo, principalmente na zona de Alqueva, onde estão concentradas dezenas de milhões de oliveiras, amendoeiras e outras árvores de fruto que são o habitat ideal para a propagação de uma praga que já preocupa os olivicultores alentejanos, sobretudo os que exploram grandes áreas de olival intensivo e superintensivo.
 



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