Decorreu em Beja um “Circulo de Silêncio” para os direitos de habitação
Publicado | 2018-12-28 04:24:46
 
A Cáritas Diocesana de Beja organizou ontem, dia 27 de Dezembro um Circulo de Silêncio em parceria com a Câmara Municipal de Beja, Rede Social, Núcleo de Beja da Rede Europeia Anti-Pobreza, Santa Casa da Misericórdia de Beja.
 
Com o tema “O Direito à Habitação” justificando que “a população portuguesa vive com sobrecarga das despesas de habitação que atinge 6,7%, dos portugueses com maior impacto entre as famílias de menores rendimentos.

Nas famílias monoparentais, o excessivo custo da habitação continua a afectar 20,7% deste grupo que é, simultaneamente, um dos mais ameaçados pelo risco de pobreza e exclusão social. Na prática, entre rendas ou prestações ao banco e facturas da luz, gás, água e condomínio, a casa absorve para estas famílias mais de 40% do dinheiro disponível segundo o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).”

No mesmo comunicado a Cáritas refere que “Em Beja, as pessoas e famílias que a Cáritas Diocesana atende nos seus serviços tendem a alocar, em média, mais de 50% do seu baixo rendimento apenas para aluguer de habitação e despesas associadas, bem como para cuidados e serviços públicos, sendo a ajuda da Cáritas Diocesana de Beja fundamental para evitar o agudizar de situações estruturais de grande pobreza.

Há ainda referência ao facto de aproximadamente 57 por cento da população entre os 18 e os 34 anos continuar a viver em casa dos pais.”

A Caritas salienta que os objectivos deste círculo “é solicitar ao estado a Promoção de políticas públicas que levem em conta a habitação como direito de todo o ser humano. Criando um Plano de Habitação Social; Promoção de uma política habitacional que previna e combata a vulnerabilidade e a exclusão residencial; Promoção de políticas públicas que protejam as pessoas em situações de aluguer de habitação e das situações de despejos, que seja o fiel reflexo de uma opção pelo direito constitucional e não que trate a habitação como uma mera oportunidade de negócio e um instrumento de crescimento económico sem olhar às pessoas; Promoção de uma discussão sobre um novo ordenamento em matéria de urbanismo, do uso do solo e reabilitação, que tenha como objectivo que todos nós possamos viver com dignidade.”
 



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