Produção de vinho sofre maior quebra dos últimos 20 anos
Publicado | 2018-12-19 04:45:59
 
O ano agrícola de 2017/2018 deverá registar a menor produção de vinho dos últimos 20 anos e aumento ligeiros no azeite divulgou o INE. "O ano agrícola 2017/2018 caracterizou-se, em termos meteorológicos, por valores de precipitação e temperatura acima do normal", refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).
 
O instituto precisa que, "após um outono muito quente e seco, seguiu-se um inverno igualmente seco, mas extremamente frio", tendo-se a precipitação elevada iniciado na primavera, associada a temperaturas muito baixas, e registando-se o segundo mês de agosto "mais quente dos últimos 88 anos".

Este ano, estima-se que a produção vegetal tenha aumentado 0,9% em valor e diminuído 3,1% em volume, verificando-se um aumento de 4,1% dos preços de base, sobretudo devido aos vegetais e produtos hortícolas.

De acordo com o INE, foi o "calor excessivo verificado em agosto" que motivou a quebra na produção de vinho, apontando as previsões para "a menor produção em quantidade dos últimos 20 anos", com um decréscimo de 20% face ao ano anterior.

A produção de cereais deverá aumentar ligeiramente em volume (+0,8%), sendo que, à excepção do arroz e centeio, todos os outros cereais apresentaram uma produção superior a 2017. Os preços no produtor deverão aumentar 4,0%.

Nas plantas forrageiras, perspectiva-se um acréscimo de 11,7% no volume de produção, já que a elevada precipitação na primavera permitiu "uma melhoria significativa do desenvolvimento dos prados e forragens, produção de material verde e seco". Os preços de base deverão decrescer 5,1%.

Relativamente à produção de vegetais e produtos hortícolas, o INE prevê que diminua ligeiramente em volume (-0,6%), especialmente devido aos hortícolas frescos, em particular o tomate para a indústria (-25,7%).

Na produção de frutos prevê-se um aumento de 5,9% nos preços de base e um ligeiro crescimento de 0,8% em volume, devido principalmente aos frutos de baga, castanha, citrinos e azeitonas para azeite. Estes aumentos deverão anular os decréscimos de produção de maçã e pera (-15,0% e -20,0%, respectivamente).

Já a produção de azeite deverá aumentar 8,7% em volume, em resultado da combinação de um aumento de 94,1% na campanha 2017/2018 (por entrada em produção de novas áreas de olival regado) e de um decréscimo previsto de 15,0% na campanha 2018/2019. O preço deverá aumentar 0,3%.

No que se refere à produção animal, o INE perspectiva um crescimento nominal de 2,2%, dinamizado pelos bovinos (+5,9%), ovinos e caprinos (+4,7%) e leite (+4,7%).
 



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