PSD e PCP preocupados com a situação da saúde no Baixo Alentejo
Publicado | 2018-12-17 04:40:18
 
A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que a nova Lei de Bases da Saúde aprovada no último Conselho de Ministros é «uma Lei de Bases para o século XXI, centrada nas pessoas, e que reforça o papel do Estado e melhora a repartição das funções entre os sectores público, privado e social». No entanto os problemas na saúde são muitos, principalmente no que se refere ao Baixo Alentejo.
 
A deputada do PSD eleita por Beja, Nilza de Sena, sublinhou isso mesmo em declarações à Planície. A parlamentar salientou o facto de ter questionado a ministra sobre a possibilidade iminente de encerramento do serviço de pediatria do Hospital de Beja devido a carência de médicos pediatras. Adiantando ainda que “ Já hoje falham consultas quando os pediatras de serviço estão nos blocos operatórios e há famílias com crianças que ficam sem consulta médica nesse pressuposto. A situação agrava-se de ano para ano e a ministra refere que a sua prioridade é a saúde pública, eu questiono que prioridades eram essas no distrito de Beja, onde faltam 70 profissionais médicos, não há meios complementares de diagnóstico inclusive em cardiologia e não há ressonância magnética”. Nilza de Sena destaca também  que “a nova Lei de Bases da Saúde ainda não desceu ao Parlamento, mas se a Ministra diz ser uma Lei do Século XXI centrada nas pessoas, o que seria se não fosse?! Não podemos esquecer que o orçamento da saúde para a região teve uma redução de investimento em 5,5 milhões de euros.” 

A deputada acrescentou ainda que não se pode estar à espera da construção do Hospital de Évora, quando este não existe, nem se sabe quando existirá.

Por seu lado o deputado do PCP eleito por Beja, João Dias, sublinhou em declarações à Planície que “ a Unidade Local de Saúde, assegura à população a prestação de cuidados saúde primários, hospitalares e cuidados continuados numa área de influência com mais de 126 mil habitantes, com uma enorme dispersão geográfica, com um marcado envelhecimento da população onde mais de 30 mil habitantes têm 65 ou mais anos. 

A Lei do Orçamento do Estado para 2019, veio trazer à ULSBA um orçamento com um corte de mais de 650mil euros, contudo os cortes não ficarão por aqui podendo chegar a cerca de 2Milhões de euros. O financiamento da Unidade de Saúde tem a ver com o número de habitantes, que cada vez são menos, mais envelhecidos o que vai aumentar as despesas e por outro lado o financiamento está igualmente relacionado com o número de profissionais, que também cada vez são menos.” 

O deputado fala ainda que “A falta de recursos humanos é muito significativa, sendo transversal a todos os grupos profissionais, tem mais expressão nos enfermeiros, assistentes operacionais e médicos. No caso dos médicos a situação é tão preocupante, só nos centros de saúde faltam 20 médicos de Medicina Geral e Familiar. A carência de médicos a nível do Hospital José Joaquim Fernandes é igualmente preocupante podendo estar em falta cerca de 50 médicos, o que quer dizer que a nível hospitalar existem vários serviços em risco de encerramento, donde se destaca a pediatria e a obstetrícia. 

João Silva destaca também que “No caso da pediatria a situação é realmente preocupante, pois, este serviço tem apenas 8 médicos dos quais 7 têm mais de 50 anos, correndo-se o risco de encerramento. E se encerrar a pediatria encerra, também, a obstetrícia, uma vez que não pode funcionar sem pediatras. Muitos outros serviços estão á beira da ruptura.” Em relação à nova Lei de Bases da Saúde o parlamentar espera que chegue à Assembleia da República para a poder analisar. Mas sublinhou que o PCP tem propostas para apresentar e irá discuti-las, porque a situação é grave e é necessário resolvê-la.”
 



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