Vem aí um ano de quebra na produção de azeite
Publicado | 2018-11-26 04:05:29
 
O Instituto Nacional de Estatística (INE) estima uma quebra de 15% na produção de azeite, este ano, face à campanha passada.
 
A descida na produção esperada para este ano só não é mais significativa porque, sobretudo no Alentejo, continuam a entrar em produção pela primeira vez vários olivais recém-plantados.
Curiosamente, Espanha em vez de cair vai aumentar a sua produção em cerca de 23,5%. 

Espanha é, historicamente, o maior produtor mundial de azeite, seguido de muito longe por Itália e com a Grécia em terceiro lugar.
No ranking dos maiores produtores, apesar do crescimento dos últimos anos, Portugal ocupa a sétima posição, à frente da Argélia e imediatamente atrás de Marrocos.

As previsões do Instituto, a 31 de Outubro, indicam que “a carga nos olivais tradicionais de sequeiro -que representam cerca de ¾ da área total desta cultura- é bastante heterogénea, tendo, duma forma generalizada, beneficiado da precipitação ocorrida ao longo de Outubro, verificando-se um aumento do calibre da azeitona”.

Nos olivais intensivos e superintensivos de regadio não se registaram, segundo a mesma fonte, “restrições à utilização de água de rega, se bem que a carga de frutos também seja inferior à do ano anterior”.

Mas segundo alguns dados os preços à produção devem manter-se entre os 2,7 e os 3,4 euros por quilo de azeite. Ou seja, não se prevêem agravamentos nos preços, nem ao produtor nem ao consumidor, apesar das quebras estimadas na produção.

No entanto, e segundo os dados mais recentes do Ministério da Agricultura, no espaço de uma década, o país passou do défice crónico da balança comercial para uma situação de superavit que atingiu os 150 milhões de euros, no sector do azeite.

Nos últimos 15 anos a região do Alentejo quintuplicou a sua produção, tendo registado um aumento de 25% da área de olival,  já superior a 38 mil hectares, na sua maioria de regadio, abastecidos pela água de Alqueva. Cerca de 80% da produção nacional de azeite já vem do Alentejo.

Já quanto ao consumo de azeite estimado, para o ano que se segue, estima-se que deve rondar na casa das 75 mil toneladas em Portugal, mantendo-se estável. 
 



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