Estratégia nacional para o Regadio a 2050
Publicado | 2018-11-22 04:52:24
 
Nos passados dias 15 e 16 de Novembro decorreram as XI Jornadas da Fenareg, este ano, associadas às comemorações dos 50 anos do Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo.
 
O PCP participou no debate onde foi apresentada a primeira fase do estudo desenvolvido pela Fenareg, onde se analisou o Contributo para o desenvolvimento de uma estratégia nacional para o Regadio a 2050, como disse à Planície o deputado do PCP eleito por Beja, João Dias. “O PCP, deixou não só um conjunto de preocupações, mas também soluções que entende  serem fundamentais para o futuro da agricultura e do regadio no Alentejo e em Portugal.

O Alqueva atribui um potencial à região, através da disponibilização de água, que somado à qualidade dos solos, às condições de clima, quer de sol que permite a produção em grande qualidade de alguns produtos, quer de temperatura que permite produzir.  Alqueva pode e deve contribuir para reduzir o défice agro alimentar e salvaguardar a soberania alimentar do País, aumentar exportações e reanimar o mundo rural na sua zona de influência.

Um Alentejo desenvolvido com a ajuda de Alqueva não será possível sem os agricultores, tem de haver a preocupação com a sua formação, com o acompanhamento na transformação das suas explorações.”

Para o Parlamentar “é fundamental evitar a ocupação dos territórios beneficiados por Alqueva sem critérios estratégicos que inibam a diversificação cultural, a implementação na região das indústrias que transformem e valorizem a produção e a criação de emprego como principal fonte de distribuição de riqueza e garante do desenvolvimento regional que se ambiciona.” Segundo o deputado para além da produção, Alqueva deve dar resposta a outro grave problema da região e do país – o desemprego. Para além de que é cada vez mais evidente a urgente necessidade se promover mecanismos de monitorização e acompanhamento dos ecossistemas e dos parâmetros ambientais. Só não vê quem não quer o domínio e predomínio do olival intensivo e super intensivo, assim como outras culturas intensivas que já estão a entrar em conflito com a qualidade de vida das populações.

João Dias sublinhou ainda que “não podem ser descurados os pequenos e médios agricultores com o simples argumento de que as suas explorações não têm áreas mínimas que lhe permitam a rentabilidade. Até pela importância que estes sempre tiveram na produção e no abastecimento do mercado Interno. Nem todos os agricultores terão condições para entrar no mercado competitivo da exportação. São os pequenos e médios agricultores, aqueles, melhor dinamizam as economias locais. Tanto na aquisição de produtos como na procura de mão-de-obra, estes agricultores optam por soluções de proximidade o que muitas vezes não acontece nas explorações de grandes dimensões.

É imperiosa e necessária uma intervenção do Estado no sentido de pôr cobro à especulação que se continua a verificar com a venda/arrendamento das terras beneficiadas pelo investimento público.”

O PCP chama ainda a atenção para que qualquer estratégia de desenvolvimento não dispensará uma região devidamente infraestruturada, nem a articulação do projecto de Alqueva com outros instrumentos estratégicos de desenvolvimento e daí a necessidade de qualificar e articular as acessibilidades rodoviárias e ferroviárias com o aeroporto de Beja e o Porto de Sines. Assim como uma política de investigação, experimentação e extensão rural em estreita cooperação com as instituições existentes na região, os agricultores e respectivas associações.
 



Leia esta notícia na integra na edição impressa do Jornal «A Planície»
Untitled Document Untitled Document Untitled Document
14 16
6 6
 
 
 
 
 
 
 
 
Untitled Document
 
    © 2015 - Sociedade Editorial Bética, Lda