Município de Serpa exige mais informação sobre motorização das monoculturas intensivas e superintensivas
Publicado | 2018-10-22 04:40:24
 
A Câmara Municipal de Serpa, na sua última reunião, realizada no passado dia 17 de Outubro, em A-do-Pinto, aprovou por unanimidade uma tomada de posição, sobre monoculturas intensivas e superintensivas.
 
O presidente da Câmara Municipal de Serpa, Tomé Pires explicou à Planície que “a propagação e o evidente crescimento de monoculturas intensivas e superintensivas no concelho nos últimos anos tem vindo a ser alvo de grande atenção por parte do Município de Serpa, sobretudo pela falta de informação concreta e actual sobre os efectivos impactos ambientais e de saúde pública, bem como sobre novas plantações a médio prazo. 

É importante deixar claro que não se trata de alarmismo, mas de uma posição preventiva e do elementar direito à informação por parte das populações. E o que está em causa não é a cultura do olival, nem o município está contra nenhum modo de produção em particular. Aliás, a diversidade cultural, quer no tipo de culturas quer nos modos de produção, é determinante, pelo que o município incentiva e apoia a instalação de empresas e os investimentos que neste território se pretendem concretizar, dando especial atenção às indústrias agroalimentares como fundamentais para o desenvolvimento da actividade económica e da criação de emprego. O motivo das nossas preocupações é, sobretudo, não existir informação sobre os impactos da expansão das plantações intensivas, bem como se está a ser feito o necessário acompanhamento, sabendo-se que a intensidade das culturas e a utilização sistemática e alargada de produtos químicos podem afectar a biodiversidade e provocar a deterioração do ecossistema. Por isso, consideramos essencial a divulgação dos dados resultantes da monitorização, com os necessários indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos para as várias práticas agrícolas em geral e para as culturas intensivas em particular, bem como medidas de protecção junto das localidades e de outras explorações, nomeadamente a pequena agricultura familiar ou em modo de produção biológico”. 
 



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