Serviço público dá prejuízo às farmácias
Publicado | 2018-10-10 04:29:39
 
As farmácias portuguesas têm prejuízo na dispensa de medicamentos comparticipados pelo Estado à população. Esta é a principal conclusão do estudo “Sustentabilidade da Dispensa de Medicamentos em Portugal”, realizado pela Universidade de Aveiro.
 
Tendo por base dados reais de uma amostra de 1.470 farmácias, em 2015 e 2016, o estudo concluiu que são perdidos sete cêntimos por cada dispensa de medicamentos comparticipados. Durante este período de análise, o resultado líquido da farmácia média teve resultados negativos.

Este prejuízo atinge mais de metade da rede, com 63% das farmácias a sofrerem resultados negativos com o mercado regulado.

Os medicamentos comparticipados representam 72% das vendas totais das farmácias. Os preços e as margens sofreram cortes no valor de 286 milhões de euros até 2016.

O número de farmácias em situação de insolvência ou penhora em Portugal não para de aumentar. São 22,8% os estabelecimentos nesta situação, segundo os últimos dados do Centro de Estudos e Inovação em Saúde que analisou a situação de 2.922 farmácias.

Os dados revelam ainda que, em Agosto deste ano, 19 distritos do país têm mais de 10% da totalidade das suas farmácias com acções de insolvência e penhora.

Os dados para o distrito de Beja são de 26,8% de farmácias em situação de insolvência ou penhora. Já em Évora são de 8,1%.
 



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