O Alentejo nos últimos 15 anos quintuplicou a produção de azeite
Publicado | 2018-10-03 04:38:35
 
Em nota de imprensa do Ministério da Agriculta “Portugal registou, em 2017, um valor recorde de produção de azeite, tendo atingido as 125 mil toneladas, mais 80% face ao ano anterior.
 
No espaço de uma década, o país passou do défice crónico da balança comercial para uma situação de superavit que atingiu os 150 milhões de euros. A estes dados, junta-se informação qualitativa, que dá conta de um processo de crescimento sustentável do sector, assente numa base de elevada competitividade e de excelente qualidade.”
A mesma adianta que “Estes dados ilustram o panorama nacional do desempenho da fileira do azeite, mas se o enfoque se situar no Alentejo, a informação revela que nos últimos 15 anos a região quintuplicou a sua produção, tendo registado um aumento de 25% da área de olival. Esta evolução transformou esta cultura numa alavanca imprescindível ao desenvolvimento económico do sul do país, geradora de emprego e dinamizadora da realidade empresarial.”

Tendo em conta a importância da produção de azeite no Alentejo, e a sua dimensão, foi levada a cabo, por técnicos do Ministério da Agricultura, uma avaliação dos possíveis efeitos ambientais desta cultura, tendo-se concluído que “o olival intensivo não promove mais pressões ambientais do que outras culturas regadas com expressão determinante no Alentejo. Inclusive os indicadores compulsados apontam-na como das menos potenciadoras de impactos negativos no solo”.

Não obstante a informação obtida, o Ministro da Agricultura determinou que o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária promova um estudo mais aprofundado de avaliação comparativa dos diversos tipos de exploração de olival, bem como a apresentação de conclusões e de eventuais recomendações tendentes a mitigar impactos negativos que possam vir a ser detectados. 

Dos 3 milhões de hectares que constituem a região do Alentejo, apenas 165 mil estão ocupados por olival, sendo que as áreas de olival intensivo e super intensivo representam 38 mil hectares. Ou seja, 1,25% do total. 

Face a estes dados, torna-se incompreensível o discurso alarmista que alguns autarcas do Baixo Alentejo têm vindo a adoptar relativamente à cultura do olival e à produção de azeite na região, que muito têm contribuído para a dinamização sócio-económica da região e para o combate ao desemprego.

Recordamos que a autarquia de Serpa apresentou, ao Ministro da Agricultura, a sua preocupação em relação a proliferação de novas plantações em regime intensivo e super intensivo, devido os impactos que estas práticas podem vir a ter na “deterioração dos solos, da água, nos animais, em suma no ecossistema” da região.
 



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