Associação dos Profissionais da GNR chama a atenção para a falta de efectivos
Publicado | 2018-08-21 04:43:31
 
A saída de quase 500 elementos da GNR, para o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), deixou os postos sem efectivos suficientes, para cumprir os patrulhamentos que fazem parte das suas competências.
 
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG) denuncia, que os elementos transferidos, para a valência da GNR especializada no combate a incêndios, provinham maioritariamente de postos territoriais. 

José Miguel, vice presidente da Associação, afirma que estes elementos “estariam já a trabalhar em postos territoriais, que por sua vez  já se encontravam com falta de elementos”.

Em cada ano entram cerca de 200 a 300 elementos novos, mas saem cerca de 700 para a reforma.

Questionado sobre o facto, de alguns postos terem encerrado e outros terem horário reduzido, o mesmo sublinhou, que devido à falta de guardas, as zonas vizinhas fazem escalas conjuntas, para que quando não haja ninguém num posto à noite, o posto vizinho faça o patrulhamento das duas zonas. Além disso, a falta de pessoal está também a comprometer os patrulhamentos de proximidade e de prevenção.

Para compensar a redução do número de guardas, abriu um curso em Fevereiro, para 600 novos elementos, tendo a formação teórica sido abreviada, já se encontrando os novos guardas a fazer estágio, com um grupo de estagiários de um curso anterior. 

A questão que se coloca, é que nem existem graduados suficientes para os acompanhar, nem os estagiários podem realmente substituir os guardas, que foram transferidos. Os estagiários não podem andar armados, mandar parar carros, ou sequer conduzir as viaturas da GNR.
 



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