Município de Serpa sente-se à margem dos acordos com o Hospital de S. Paulo
Publicado | 2018-08-07 04:19:05
 
A Câmara Municipal de Serpa, emitiu um comunicado em que sublinha que o município só é informado tardiamente.
 
O presidente da autarquia, Tomé Pires, explicou à Planície que depois de terem vindo a lume notícias sobre a assinatura de um novo acordo entre a ARS do Alentejo (Administração Regional de Saúde) a ULSBA (Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo), a ARS Algarve e a Santa Casa da Misericórdia de Serpa, sobre o qual a Câmara Municipal de Serpa foi informada tardiamente, o município volta a defender que a introdução de novos serviços e especialidades nesta unidade, são de grande importância, em especial para os utentes do concelho de Serpa. Contudo, volta a lembrar que, no que toca a saúde, um bem fundamental para as populações, esta deve ser pública, de fácil acesso e gratuita.

O edil serpense salientou ainda que o acordo agora anunciado prevê o alargamento da prestação de cuidados de saúde do Hospital de São Paulo, em Serpa, a utentes oriundos do Alentejo central e do Algarve, em várias especialidades. Apesar de ter sido noticiado, oficialmente este acordo é ainda desconhecido pela autarquia.

Tomé Pires sublinha que para a Câmara Municipal de Serpa, os serviços de saúde prestados deveriam ser da total responsabilidade do Ministério da Saúde, o que não acontece desde 2014, depois de este ministério ter assinado um acordo de cooperação com a Misericórdia de Serpa, que levou à transferência do Hospital de São Paulo para as mãos de privados, que acaba por receber doentes do Serviço Nacional de Saúde, prestando serviços ao Estado, mediante pagamento. De referir que este acordo de cooperação nunca foi cumprido pelas partes.
 



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