69% dos portugueses consideram ter uma alimentação saudável
Publicado | 2018-06-06 04:56:54
 
A comunidade científica, e em especial os profissionais de saúde, têm vindo a reforçar cada vez mais a relação entre o exercício físico, a alimentação saudável e a sua influência na redução do risco de doenças ou melhoria da qualidade de vida.
 
De acordo com o Observador Cetelem Exercício e Alimentação Saudável 2018, 69% dos portugueses afirmam comer de forma saudável. No entanto, apenas um terço dos inquiridos confirma que, quando compra mercearias, mais de 50% dos produtos alimentares adquiridos são saudáveis.

Em Portugal, há uma cada vez maior consciencialização de que é importante ter uma boa alimentação. Como consequência, verifica-se uma crescente vontade em adoptar um estilo de vida saudável. Esta vontade verifica-se na convicção expressa por 69% dos cidadãos nacionais de que têm uma alimentação de qualidade, sendo que o valor é superior sobretudo junto dos praticantes de exercício físico (90%) e, contrariamente ao que acontece com os hábitos desportivos, mais elevado entre as mulheres (75%). Os indivíduos entre os 25 e os 34 anos são, no entanto, os que mais expressam estas preocupações. 

Apesar desta vontade, entre o total de inquiridos no estudo, apenas 30% consideram que, na compra de mercearias, mais de 50% dos produtos vão de encontro a hábitos regrados. Mais uma vez, este dado é enfatizado junto dos praticantes de actividade física. Neste grupo, 51% dizem que mais de metade dos produtos comprados na mercearia são saudáveis e cerca 15% dos inquiridos que fazem exercício percepcionam que mais de 75% das suas compras alimentares são benéficas para a saúde. A maior predisposição para uma vida saudável em todas as suas vertentes parece justificar esta discrepância.   

No que concerne à compra de produtos benéficos para o seu bem-estar, a maioria, 78%, dos que consideram importante ter uma alimentação saudável optam pelos supermercados e hipermercados. 

Com valores muito mais baixos, surgem as lojas especializadas neste género de produtos, o comércio tradicional e as feiras ou mercados. 

Os híper e supermercados são também privilegiados pelos praticantes de actividade física, mas junto deste grupo há mais abertura para lojas de especialidade. Esta opção está provavelmente relacionada com a maior diversidade de opções, assim como questões de conveniência e preço.

De notar, ainda, que 88% dos portugueses não compram suplementos alimentares e 75% dos praticantes de exercício têm o mesmo comportamento. Esta antipatia poderá estar relacionada com o custo elevado, bem como pelo facto de não serem percepcionados como alimentos saudáveis, mas sim suplementos próprios para atletas profissionais.  
 



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