Portugueses gastam menos em bens essenciais para a prática de exercício do que em medicamentos
Publicado | 2018-06-01 04:00:26
 
85% dos portugueses inquiridos pelo Observador Cetelem gastam por ano, em média, 146 euros em bens essenciais para a prática de exercício físico, como vestuário ou calçado, o que representa um custo mensal de cerca de 12 euros. Este representa metade do valor gasto pelos portugueses em medicamentos.
 
Apesar de se estar a assistir a uma nova vaga de motivação para a prática de exercício físico, parece evidente o desinteresse generalizado da maioria dos portugueses pela actividade física, com menos de um terço a afirmar que praticam algum desporto com regularidade.

Como consequência deste sedentarismo, os gastos com bens essenciais para a prática de exercício físico são relativamente baixos, com 85% a afirmarem que investem no máximo até 250 euros por ano. A maioria, 53%, afirma mesmo que tem um gasto anual com vestuário e calçado de até 100 euros por ano; 32% gastam até 249 euros; e apenas 3% gasta mais de 250 euros. 

Valores que se comprovam particularmente baixos se comparados com os 25 euros gastos em média em medicamentos por cada português, valor que se situa nos 300 euros por ano, de acordo com os dados do inquérito divulgado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor no Dia Mundial da Saúde.

Por outro lado, e tendo em conta que 60% dos inquiridos preferem dedicar-se aos treinos no ginásio, a esmagadora maioria, 87%, não investe em grandes equipamentos, como, por exemplo, passadeiras. Este valor está relacionado com o reduzido número de pessoas que afirmam praticar exercício físico em casa, apenas 1%. Por outro lado, 44% dos que praticam exercício ao ar livre fazem-no sem investir em equipamentos, como, por exemplo, bicicletas. 

Apesar da moda e das questões estéticas e aparência serem importantes para quem faz exercício físico, e serem apontadas por 23% como uma razão para fazerem exercício físico, este parco investimento em bens essenciais para a prática de exercício poderá ser entendido como mais um sinal do sedentarismo e do desinteresse dos portugueses pela actividade física. Nem as razões de saúde, indicadas por 37% como outra das razões para fazerem desporto parecem motivar de forma suficiente mais portugueses para a prática.
 



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