Alqueva: Subconcessão à EDP não defende o interesse público
Publicado | 2018-05-18 04:50:44
 
Em 2016 o Tribunal de Contas já tinha avisado que o contrato, realizado em 2007, de subconcessão à EDP, por ajuste directo, da exploração das centrais hidroeléctricas de Alqueva e Pedrógão, por 35 anos, mais 5 anos do que o inicialmente estimado, não defendia o interesse público.
 
A situação leva a que a EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva não esteja a conseguir obter receitas suficientes para fazer face às despesas, estando a ser equacionadas alternativas, que poderão passar pelo fotovoltaico.

Na campanha de rega de 2016, a EDIA suportou um encargo de 9,2 milhões de euros em custos energéticos para captar e distribuir pelos agricultores de Alqueva 237 milhões de metros cúbicos de água que permitiram regar 60 mil hectares de culturas. Facturou naquele ano, pelos caudais debitados, 9,5 milhões de euros, de acordo com o Relatório de Sustentabilidade publicado pela empresa no ano passado. O documento não quantifica os encargos referentes à conservação e manutenção, trabalho especializado e gastos com pessoal necessário ao funcionamento do sistema global de rega, o que leva a concluir que a EDIA, com a venda de água, não ganha para as despesas, colocando à empresa o desafio de encontrar soluções que permitam garantir a sustentabilidade do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva e viabilizar a tarifa praticada no preço da água.
 



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